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Sábado, 22 de junho de 2024

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Economista aponta que quebra de safra deve impactar consumo e emprego em MT

Foto: Reprodução

Economista aponta que quebra de safra deve impactar consumo e emprego em MT
Nesta semana, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja) divulgou que as ondas de calor e a escassez de chuvas em Mato Grosso devem fazer com que a produção da safra 2023/24 de soja tenha ema quebra de cerca de 20%, com a extensão desses  impactos para a cultura do milho. O levantamento foi realizado com mais de 600 associados, abrangendo uma área de 862 mil hectares, ou 7,10% de toda área de soja em MT. 


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Nos últimos meses, produtores rurais têm reportado perdas de produção em meio à redução do volume de chuvas. Em entrevista ao Olhar Direto, o economista da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Vivaldo Lopes, afirmou que tem recebido diariamente e semanalmente manifestações dos prefeitos com grandes preocupações. “E com razão”, diz. 

Segundo ele, os dados disponíveis de importantes institutos e plataformas, como o IBGE, pela CONAB e Fundação Getúlio confirmam os números da Aprosoja, com a indicação de que a safra do milho pode ser até maior que a quebra.

“Isso repercute para os municípios sob a forma de menor consumo, menos emprego, tanto para o plantio quanto para a colheita. A colheita da soja começa em janeiro e até agora tem pouca coisa para colher e janeiro já está a duas semanas”, contra. Então há sim uma preocupação nesse sentido. 

Neste terceiro episódio especial de dezembro, o Ouça Direto revelou os problemas econômicos que o agronegócio deve enfrentar em 2024 como consequência das ondas de calor e da escassez de chuvas. Além dos prejuízos para dentro da porteira, a quebra de safra deve gerar desemprego, queda na arrecadação e diminuição do crescimento econômico.



Vivaldo explica que a economia de Mato Grosso tem uma dependência muito forte da cadeia do agronegócio. O economista destaca que a agropecuária participa com 38% na formação do PIB de Mato Grosso. Em 2021 e 2022, por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) do estado cresceu em média de 7,7%, acima da média nacional. Para 2023, a expectativa é de crescimento 7,5%. No entanto, com a expectativa da quebra de safra, o ano de 2024 não deve ser tão promissor. 

“Se tivermos uma quebra de safra forte tanto da soja quanto do milho e outros produtos porque a chuva não vem pra nenhum dos produtos aí pode afetar esse ritmo de crescimento do PIB de Mato Grosso”. 

O primeiro impacto, diz, deve ser sentido pelo estado com menor arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e para os municípios com perda de Imposto Sobre Serviços (ISS).

“Se a coleta é menor, os produtores contratarão menos gente para tirar a soja e transportar, armazenar e processar. E naturalmente pode aumentar o desemprego nas 71 cidades que têm uma ligação direta com o agronegócio”, diz. 

“Cai emprego, cai o consumo, o comércio sente e o governo arrecada menos ICMS. A agropecuária contribui no PIB de Mato Grosso somando tudo, pecuária, mais grãos e processamento, ele participa com 38% da formação do PIB. Só que quando a gente pega a longa cadeia do agro ela chega de 56% a 60% do PIB. Por que? Porque quando você vai plantar soja, você precisa comprar caminhões, então você ativa a indústria, você precisa transportar, você aciona concessionárias, você faz manutenção de tratores, colheitadeiras, de caminhões e  compra mais veículos. Então, você aciona o setor de serviço e aciona também o setor industrial. 
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