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Domingo, 29 de novembro de 2020

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Medidas de governos contra coronavírus melhoram situação de setores do agronegócio; veja gráficos

Da Redação - Vinicius Mendes

01 Abr 2020 - 09:53

Foto: Reprodução / Ilustração

Medidas de governos contra coronavírus melhoram situação de setores do agronegócio; veja gráficos
As medidas positivas tomadas pelos governos no Brasil e ao redor do mundo têm refletido positivamente nos mercados de soja, milho e boi gordo. Em decorrência dos efeitos do coronavírus estes setores vinham passando por meses ruins, mas agora as perspectivas são de crescimento, de acordo com levantamento feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O cenário, porém, ainda é incerto e mudanças podem ocorrer, dependendo de como o combate ao vírus se desenrolará.

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No intuito de avaliar possíveis impactos da pandemia do novo coronavírus sobre o comércio internacional de produtos agropecuários, a Superintendência de Relações elaborou análise sobre o comportamento de alguns mercados agropecuários no cenário internacional, buscando entender os padrões de reação dos preços frente às principais medidas e acontecimentos decorrentes da pandemia.

A primeira grande quebra, do preços dos contratos da soja, se deu no dia 30 de janeiro, dia em que foi declarado estado de emergência global de saúde em torno do coronavírus, momento em que os preços da soja caíram 1,8% no mercado internacional. Neste momento a província chinesa de Wuhan já se encontrava em quarentena. 

Também houve queda em 24 de fevereiro e 09 de março, de 1,8% e 2,4% respectivamente, em decorrência de outros episódios decorrentes da pandemia de coronavírus. A última e maior quebra negativa ocorreu no dia 16 de março, no valor de 3,2%, após o anúncio do estado de emergência nacional nos EUA e dos primeiros casos de transmissão comunitária no Brasil.

Nos últimos dias da última semana tem-se visto uma franca recuperação das expectativas geradas pelas medidas positivas tomadas pelos governos ao redor do mundo, com altas de até 2,2%. Nesta segunda foi registrada a maior alta dos últimos três meses (2,5%), indicando a retomada do mercado.



Já para o milho, as primeiras baixa e alta expressivas no mercado, para o período analisado (dezembro a março), se deram nos dias 16 e 17 de janeiro respectivamente. A próxima quebra se deu no dia dois de março, caracterizando alta de 2% nos preços .

Após a China registrar o primeiro dia sem novos casos, o preço do milho, assim como o da soja, também esboçou recuperação. A alta de 3,1% acompanha o mercado internacional de soja na reação frente as baixas enfrentadas nos dias anteriores.



Já com relação à arroba do boi gordo, os impactos correlacionados com o coronavírus foram percebidos apenas a partir da segunda semana de março. A demanda chinesa ainda é forte e deve manter seu nível de consumo ao longo do ano, entretanto caso a pandemia se prolongue o mercado mundial de proteína animal pode sofrer o que puxaria para baixo o preço do boi pago ao produtor brasileiro.

A primeira quebra negativa da série foi registrada no dia 12 de março, um dia após a declaração de pandemia de coronavírus. A baixa no dia foi de 4,4% no preço da arroba. Após a China comunicar que não registrou novos casos da doença no dia 19 de março, a arroba do boi atingiu os RS$ 171,8 e vem em franca ascensão desde o estabelecimento do decreto que permite às empresas produtoras de alimentos a continuidade de suas atividades, atingindo no último dia 25 o valor de R$ 193/arroba.



Os preços do açúcar e café não apresentam correlação aparente com as medidas decorrentes da pandemia. A CNA disse que é importante ressaltar que medidas ainda estão sendo tomadas e há muita incerteza sobre as dimensões dos impactos sobre a economia mundial, o fato é que todos os setores devem ser afetados em maior ou menor grau com a pausa das ativadas econômicas em diversos países.

Apesar disso, o otimismo do mercado frente a novidades promissoras, medidas de seguridade e garantia de crédito mostram que o poder de reação é forte e que possivelmente a recuperação deve ser mais rápida se comparada ao ocorrido em outras crises.

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