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Sábado, 22 de junho de 2024

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em médio prazo

Mato Grosso não está preparado para receber status livre da aftosa sem vacinação, diz Acrimat

Foto: Assessoria Acrimat

Mato Grosso não está preparado para receber status livre da aftosa sem vacinação, diz Acrimat
Mato Grosso ainda não está preparado para conquista o status de “Estado livre da febre aftosa sem vacinação”. As dimensões continentais de Mato Grosso e a falta de vigilância sanitária nas fronteiras são alguns dos empecilhos para tal aquisição. Para a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) é preciso investimentos a médio prazo e ações efetivas para adquirir o status.


Na segunda-feira, 19 de outubro, durante a 5ª Reunião Extraordinária da Comissão Sulamericana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, solicitou Mato Grosso seja considerado área livre da aftosa sem vacinação.

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O Estado não registra há 19 anos casos de febre aftosa, tendo-se em vista o trabalho realizado pelos pecuaristas com vacinação em duas etapas (maio e novembro).

Recentemente, como o Agro Olhar comentou, o Governo de Mato Grosso declarou possuir a meta de que até 2018 o Estado seja declarado como zona livre da doença sem a necessidade de imunização do rebanho bovino. Enquanto, o governo federal estabeleceu até 2020 a meta para que o Brasil seja declarado livre da febre aftosa sem vacinação.

Para o presidente da Acrimat, José Bernardes, Mato Grosso não está pronto para obter o status de livre da doença sem a vacinação.

“Temos dimensões continentais. Além disso, há a fronteira seca com a Bolívia de 750 quilômetros. Fazemos divisa com o Pará e Amazonas. Não há vigilância sanitárias nestas regiões adequada que permita que consigamos o status de livre da aftosa sem vacinação. Mato Grosso está avançando, mas à médio prazo, cinco anos, é preciso que os governos federal e estadual adotem ações efetivas e façam investimentos”, declarou Bernardes ao Agro Olhar.
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