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Sábado, 24 de agosto de 2019

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Obras na BR-163 seguem mesmo com período de chuvas, garante Rota do Oeste; Veja fotos

Da Redação - Viviane Petroli

31 Dez 2014 - 08:11

Foto: Rota do Oeste/Odebrecht TransPort e Viviane Petroli/Agro Olhar

Obras na BR-163 seguem mesmo com período de chuvas, garante Rota do Oeste; Veja fotos
Enquanto, as nove praças de pedágio não começam a funcionar no 2º semestre de 2015, as obras de duplicação e recuperação seguirão a todo vapor. O período de chuva e pico de safra (entre fevereiro e março) não devem atrapalhar tais obras na BR-163/364/070 ao longo dos 450 km de competência da concessionária Rota do Oeste, pertencente à Odebrecht TransPort. A garantia é do diretor da concessionária Paulo Meira Lins, frisando, ainda, que treinamentos e orientações para as equipes dos Serviços de Atendimentos aos Usuários (SAU’s) serão reforçados.

A previsão ao longo dos 850 Km de concessão da Odebrecht TransPort é que passem aproximadamente 19 milhões de toneladas de soja produzidas em Mato Grosso, cerca de 20% das 95 milhões de toneladas previstas para a safra 2014/2015 no país. Ao todo Mato Grosso deverá produzir 27,8 milhões de toneladas.

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Em entrevista ao Agro Olhar, o diretor da Rota do Oeste salientou que a construção de um novo contorno, ao invés da realização da duplicação da Rodovia dos Imigrantes, ainda não está decidido. Segundo Paulo Lins, um estudo está sendo feito e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) irá avaliar a viabilidade de duplicação da Rodovia dos Imigrantes.

Confira a seguir a entrevista com o diretor da Rota do Oeste:

Agro Olhar - A concessionária Rota do Oeste iniciou em junho as obras nos cerca de 450 Km a qual deve duplicar e recuperar. Como estão o andamento destas obras?

Paulo Meira Lins - Somos responsáveis por um trecho de 450 Km para duplicar e fazer a recuperação de pavimento. Lembrando que este trecho vai do marco zero entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso até Rondonópolis, na Rodovia dos Imigrantes em um trecho de 28 Km e do Posto Gil até o Km 855 em Sinop. Nós estamos muito satisfeitos com o volume de obras e com o volume de intervenções e transformações que foram conduzidas na BR-163 nestes primeiros nove meses. Eu destacaria dai três grandes grupos de transformação: o primeiro a Rodovia dos Imigrantes totalmente recuperada e sinalizada os 28 Km; o segundo a nossa duplicação no trecho Sul de Rondonópolis, que hoje já encontra-se com todas as atividades de base finalizadas, ou seja, pode-se dizer que o grosso da obra está realizado, falta agora terminar a cobertura asfaltica e sinalização que estão previstos agora para o primeiro trimestre de 2015, por conta das chuvas não dará para fazer maiores intervenções; por fim a recuperação do trecho crítico entre Posto Gil e Nova Mutum, um compromisso assumido por nós desde o começo.

Agro Olhar – Há outras obras ocorrendo simultaneamente?

Paulo Meira Lins - Estamos com várias ações intensivas de recuperação superficial acima do trecho Posto Gil a Nova Mutum, ou seja, do trecho Nortão em Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, desde o Km 600 até o Km 855. Tanto que nós temos aí, hoje, em média de nove frentes de obras em paralelo e nós vamos continuar trabalhando na recuperação de pavimento, será permanente. Nós esperamos que em 2015 o usuário possa ter uma rodovia com pavimento de melhor qualidade e sobretudo com uma sinalização melhor. Não podemos deixar de chamar a atenção ao início das operações que começamos no dia 20 de setembro, com cerca de 20 mil atendimentos em três meses. Então, é um número expressivo e o que podemos perceber com nossos atendimentos, em especial médicos com o serviço de ambulâncias, foi uma redução no número de mortes na rodovia em cerca de 30% ao longo dos 850 Km ao qual prestamos serviços. Além disso, todas as nossas obras conservação, de limpezas de bueiros e roçadas estão concluídas e é uma atividade contínua, bem como de pontes e viadutos.

Uma das nove praças de pedágio em construção ao longo da BR-163/364/070. Foto: Viviane Petroli/Agro Olhar


Agro Olhar - Como serão os trabalhos da Rota do Oeste neste período de chuva?

Paulo Meira Lins - Nós vamos focar, principalmente, em recuperação de pavimento, tapa-buraco, que são recuperações superficiais e outras que dão para se fazer ainda com chuva. As atividades de terraplanagem e de duplicação ficam prejudicadas, mas isso está em nosso cronograma, não há nada imprevisto. Não se verá grandes atividades das nossas obras de duplicação e sim na recuperação de pavimento. Ao final de março e começo de abril, quando o período seco começa, nós entraremos com todo o vapor nas obras de duplicação.

Agro Olhar - Além da chuva, há o pico da safra. A BR-163 praticamente terá cerca de 20% da produção de soja nacional passando por ela (produção apenas de Mato Grosso) com destino aos dois principais portos de escoamento (Santos e Paranaguá). De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em janeiro cerca de 6% da produção de soja será colhida no Estado, porém entre final de fevereiro e início de março deveremos atingir 66% da área colhida. A Rota do possui uma programação de obras para este período?

Paulo Meira Lins - Nós estaremos com as operações preparadas para atender a um tráfego mais pesado de veículos. Temos aí toda uma série de orientações e treinamentos para que as equipes possam dar um melhor atendimento, enquanto a rodovia estiver com um tráfego maior. Nós estamos fazendo um esforço enorme agora em janeiro e fevereiro para intensificar as atividades de recuperação da pavimentação, que são aquelas atividades que geram 'Pare e Siga', para que elas sejam minimizadas até o final de fevereiro e começo de março. Não vou dizer que no final de fevereiro e começo de março não haverá 'Pare e Siga' caso contrário eu estaria dando a informação errada, pois haverá sim e nós esperamos que seja menos do que estamos vendo hoje. Isso nos 450 Km de competência da Rota do Oeste em duplicar e recuperar.

Rodovia dos Imigrantes - Antes e depois da recuperação. Foto: Assessoria Rota do Oeste


Agro Olhar - A Rodovia dos Imigrantes, hoje, está 100% recuperada e a Rota do Oeste comentou que a duplicação da mesma seria inviável e que um novo contorno (duplicado) seria construído. Como está essa questão da Rodovia dos Imigrantes?

Paulo Meira Lins - A Rodovia dos Imigrantes a obrigação de duplicá-la continua sob a nossa responsabilidade, mas face ao desafio, principalmente, de desapropriação, geometria da via e o fato que a Rodovia dos Imigrantes é hoje em grande parte uma via urbana levou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a nos pedir um novo estudo e projeto para um contorno de mais de 50 Km, que cai no Trevo do Lagarto, ou seja, que desvia da cidade, uma rodovia em pista dupla. A Agência ainda vai estudar este projeto, ao qual estamos em fase de fazer o projeto executivo, e ela é quem irá decidir se isso entrará como obrigação ou não e se ao entrar essa obrigação ela compensa, eliminando assim à obrigação de duplicar a Rodovia dos Imigrantes. Isso ainda será definido. Mas, hoje, permanece a nossa obrigação de duplicar a Rodovia dos Imigrantes até o sétimo ano de concessão. A Agência nos pediu, também, e nós fizemos um estudo para trazer uma série de melhorias para a Rodovia dos Imigrantes, que chamamos de obras de fluidez, com soluções que a ANTT irá decidir, como passagens em desnível, passarelas, algumas terceiras faixas. Com estas obras já vemos que a Rodovia dos Imigrantes muda completamente de perfil e a fluidez e segurança vão melhorar.

Agro Olhar - E a duplicação em Rondonópolis? Há previsão ainda para o primeiro semestre?

Paulo Meira Lins - Sim. Prevemos, ainda, para o primeiro semestre de 2015.

Agro Olhar - E os pedágios? Este é um dos pontos muito questionado pelos motoristas.

Paulo Meira Lins - Nós já estamos realizando as obras de praças. No momento são oito praças de pedágio em obras e uma que ainda não começou, localizada em Nobres. A previsão é, se, cumprirmos com o pactuado no contrato que é entregar todos os trabalhos iniciais de recuperação de pavimento, sinalização, estarmos prestando os serviços operacionais e duplicarmos 45 km (trecho Sul mais um adicional) aí podemos cobrar pedágio, o que pode vir a ocorrer no segundo semestre de 2015. Essa é a previsão.

Agro Olhar - Radares. Estão no contrato da concessão?

Paulo Meira Lins - Não é uma obrigação da concessionária instalar radares, mas nós fizemos um estudo dos pontos críticos, do ponto de vista de segurança e acidentes, e nós devemos trabalhar em conjunto com a ANTT, Polícia Rodoviária Federal e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), se o radar for a melhor solução para o endereçamento daquele ponto crítico, nós iremos trabalhar para que o radar esteja lá. Seria uma forma de reduzir acidentes. Inclusive, na Rodovia dos Imigrantes a instalação está bem próxima. Foi uma intervenção nossa junto ao DNIT, após solicitação dos moradores.

4 comentários

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  • cuiabano porreta
    31 Dez 2014 às 19:31

    MUITO OPORTUNO O COMENTARIO DO LUIZ FERNANDO E SOU SOLIDARIO A SUA REVOLTA. MINHA OPINIÃO A RESPEITO DA ROTA DO OESTE FOI COM BASE EM UMA VIAGEM QUE FIZ A LUCAS DO RIO VERDE A TRES MESES ATRAS. É REVOLTANTE PASSAR O QUE O LUIZ FERNANDO PASSOU E SENDO QUE A PARTIR DO ANO QUE VEM VAMOS PAGAR POR ISSO. E COMPACTUO DA OPINIÃO QUE SE PRIVATIZA , DEVE ABAIXAR O IPVA , QUE NUNCA VIMOS SENDO REPASSADO EM PROL DA POPULAÇÃO. UNICO PONTO POSITIVO É QUE SE ESSE SERVIÇO REALMENTE FUNCIONAR , VAI ACABAR COM A FARRA DAS EMPREITEIRAS ESPECIALISTAS EM TAMPA BURACOS E CONSERVAÇÃO DE ACOSTAMENTOS. VOU VOLTAR A ESSE TRECHO NO MES QUE VEM E VOLTO AQUI EM PROXIMA OPORTUNIDADE PARA RELATAR O QUE VI. SE A ROTA DO OESTE FOR MAIS UMA EMPRESA OPORTUNISTA SE INSTALANDO AQUI NO NOSSO ESTADO , VOU ENGROSSAR O CORO DAS CRITICAS

  • Luiz Fernando
    31 Dez 2014 às 12:25

    Seria muito bom que a concessionária se preocupasse em realizar reparos na rodovia. Sexta feria, dia 26/12, perdi 02 pneus novos, com menos de 3000 km rodados, em uma sequencia de buracos a menos de 2000 metros onde está sendo construida a praça de pedágio, para ser mais exato, na comunidade 28, em frente ao Restaurante do Ceará. Solicitei socorro ao SAU - Serviço de Atendimento ao Usuário, e sequer tiveram a preocupação de se deslocarem até o local para ao menos perguntar se estava tudo bem. Fica aqui registrada minha indignação com a Rota Oeste.

  • walter
    31 Dez 2014 às 11:09

    também não ligaria em pagar pedágio, desde que o meu IPVA diminua, porque o que se diz é que o imposto é cobrado justamente para arrumar as estradas, coisa que o governo não o faz, portanto, nada mais justo do que diminuir o valor do imposto, para que tenhamos dinheiro pra pagar o pedágio.

  • cuiabano porreta
    31 Dez 2014 às 09:18

    QUEM TRAFEGA PELO TRECHO ADMINISTRADO PELA CONCESSIONARIA , PERCEBE A NITIDA MUDANÇA, AINDA MAIS QUANDO COMEÇA O TRECHO AINDA DE RESPONSABILIDADE DO DENIT, VEMOS A DIFERENÇA GRITANTE ENTRE UM BOM ASFALTO E A PORCARIA. NO TRECHO DO DENIT SÓ BURACOS. AINDA CONTAMOS COM CARROS SUPORTES PERCORRENDO AS ESTRADAS ,BANHEIROS PÚBLICOS A DISPOSIÇÃO , AMBULANCIAS , GUINCHOS E CENTRO DE ATENDIMENTO AO USUÁRIO INTERCALADOS NA RODOVIA. E AINDA O PRINCIPAL , O CONTROLE DO LUMITE DE VELOCIDADE DO TRECHO E PODENDO ESPERAR COM CERTEZA MAIS MONITORAMENTO PARA SE EVITAR AS IMPRUDÊNCIAS DAS ULTRAPASSAGENS. COMO USUÁRIO NÃO LIGO DE PAGAR PEDÁGIOS DESDE QUE EM TROCA TEMOS BOA ESTRADA E BONS SERVIÇOS OFERTADOS. COM ISSO TAMBEM ACABA A FARRA DE UMA GRUPO DE EMPREITEIRAS QUE MAMAM NA TETA DO ESTADO A ANO , TAMPANDO BURACOS E CONSERVANDO ACOSTAMENTOS.

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