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Terça-feira, 01 de dezembro de 2020

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“Buraco” no mercado vai encarecer apartamentos em Cuiabá nos próximos anos

Da Redação - Lázaro Thor Borges

22 Set 2017 - 08:41

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

“Buraco” no mercado vai encarecer apartamentos em Cuiabá nos próximos anos
O setor imobiliário de Cuiabá vai sofrer um “buraco” nos próximos anos, alerta Marco Pessoz, presidente do Sindicato de Habitação de Mato Grosso (Secovi-MT). Segundo ele, os poucos lançamentos de unidades durante a crise econômica fará com que os preços aumentem a partir de 2018, uma vez que a oferta de imóveis cairá.

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“Nós vamos ter um buraco de falta de produto principalmente para classe média durante três anos, porque a grande maioria as unidades está sendo entregue este ano. E os novos empreendimentos que vão ser lançados este ano só vão ser entregues em 2020 ou 2021. E nós vamos ter um espaço vazio de 2018 a 2021 sem unidade novas no mercado”, avalia ele.

A probabilidade é de que as regiões mais afetadas com o aumento dos preços sejam a oeste e leste da Capital, onde não surgem novos empreendimentos há pelo menos dois anos. Assim, bairros como Jardim Itália, Jardim Leblon, Quilombo, Araés e Santa Rosa, ficarão ainda mais caros. 

“Por isso que eu falo: quem puder é melhor comprar hoje porque as construtoras estão negociando, parcelando, dando desconto. Nunca esteve tão bom, com um preço parado há dois anos. E o que for lançado virá mais caro. Para o consumidor nunca esteve tão bom comprar imóvel como agora, neste momento de crise tem muita gente fazendo excelentes negócios, até de imóveis usados.”, avisa.

A crise explica

Todo este cenário, segundo Pessoz, é resultado da crise que veio como uma “tsunami” entre 2015 e 2106, no período de maior turbulência política e econômica em todo país. Com medo de investir, as empresas não lançaram obras e a ação ficou concentrada na venda dos imóveis que estavam na fase final das obras. 

“A crise veio devagarzinho, primeiro uma onda, depois outra, mas aqui em Cuiabá ela chegou como um tsunami e a gente vê pelos números. Nós tivemos nove lançamentos em 2015 e em 2016 esse número caiu para quatro”, ccalcula Pessoz. 

O setor, no entanto, respira. O ano de 2017 trouxe uma aumento de 26% nos financiamentos depois de uma queda de 36% no ano passado. Os dados são do primeiro semestre deste ano. Mais de R$ 607 milhões foi movimentado no período, valor 1,2% maior do que no mesmo período de 2016. O valor comercializado em 2017 foi também maior que em 2015, quando houve um saldo de R$ 605 milhões.

Os maiores números vieram justamente da região oeste, onde 842 unidades foram comercializadas. Na região leste, os corretores venderam outras 716. As duas regiões fecharam com um saldo de R$ 295 milhões e R$ 205 milhões, respectivamente.
 

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