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Sábado, 20 de julho de 2024

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DESÁGIO DE 52%

Odebrecht vence leilão da BR-163 com tarifa de R$ 2,63 por pedágio

Cinco empresas individuais e dois consórcios haviam apresentado propostas para concorrer à concessão. A empresa apresentou o menor valor de tarifa de pedágio por trecho, R$ 2,63, deságio de 53% frente ao teto estipulado, que era de R$ 5,50. A rodovia deverá ser toda duplicada, no prazo de quatro anos.

Foto: Ilustração

Odebrecht duplicará cerca de 400 km nos próximos 4 anos e cobrará pedágios; cerca de 450 km já estão em duplicação pelo Dnit

Odebrecht duplicará cerca de 400 km nos próximos 4 anos e cobrará pedágios; cerca de 450 km já estão em duplicação pelo Dnit

A Odebrecht S/A venceu o leilão para exploração comercial – por meio de cobrança de pedágios – dos 855 quilômetros da BR-163, entre a divisa de Mato Grosso com Mato Grosso do Sul até ao município de Sinop, realizado nesta quarta-feira, às 10h (de Brasília), na BM&FBOVESPA, em São Paulo.


Cinco empresas individuais e dois consórcios haviam apresentado propostas para concorrer à concessão. A empresa apresentou o menor valor de tarifa de pedágio por trecho de 100 quilômetros, R$ 2,63, deságio de 52% frente ao teto estipulado, que era de R$ 5,50.

A rodovia deverá ser toda duplicada, no prazo de quatro anos. Conforme o contrato, a concessionária deverá investir R$ 3,6 bilhões ao longo dos 30 anos de concessão.

Conforme a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que elaborou os estudos e o edital do leilão, a estimativa de retorno para a concessionária é de 7%. O trecho é um dos mais movimentados do país na época de safras e a construtora poderá ter bons lucros, mesmo com a tarifa inicial com metade do teto.

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Segundo cálculos já feitos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), por exemplo, apontam que, nos meses de pico das safras de soja e de milho, trafeguem cerca de 10 mil bitrens por dia entre Sinop e Rondonópolis. Seráo nove praças de pedágios.

Para começar a faturar, a concessionária terá que investir. Além da cota milionária que terá que pagar ao governo federal, precisará duplicar cerca de 450 km de estrada (cerca de 400 estão sendo feitos pelo Dnit), além de construir viadutos, passarelas, implantar balanças, câmeras de segurança, disponibilizar guinchos, ambulâncias com equipes médicas, radares para controle de velocidade, dar manutenção constante na pista, entre outros dispêndios.

O prazo para duplicação de todo o trecho é de quatro anos e a concessionária poderá começar a cobrar pedágio a partir de 10% das obras prontas.
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