O ex-senador e empresário Cidinho Santos (PP) lamentou o confronto entre Israel, Estados Unidos e Irã, iniciado no último fim de semana, e afirmou que a guerra “nunca é boa para ninguém”. Um dos maiores empresários do ramo avícola do país, ele também demonstrou preocupação com as consequências humanitárias e econômicas da escalada militar no Oriente Médio.
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“Estamos aí diante de mais uma guerra. O ataque no domingo (1º) dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Só de pensar o quanto a guerra é ruim, a guerra nunca é boa pra ninguém”, declarou em vídeo publicado em seu perfil no Instagram.
A escalada militar ganhou novos contornos após ofensiva coordenada iniciada em 28 de fevereiro, com ataques a instalações estratégicas iranianas. A resposta do Irã incluiu o fechamento do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo — e ataques a alvos israelenses e bases norte-americanas na região. O conflito já provocou centenas de mortes e forte instabilidade no mercado internacional de energia.
No comentário, Cidinho ponderou sobre a complexidade do conflito, mencionando denúncias de repressão interna no Irã, mas ressaltando que o preço da guerra é sempre desproporcional e atinge inocentes.
“O preço da guerra sempre é um preço desigual, desonesto e injusto. Nós temos que rezar, orar para que essa guerra termine logo, que voltamos a ter a paz na região do Oriente Médio”, afirmou.
Além do impacto geopolítico, o confronto acende alerta no setor do agronegócio brasileiro. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) mostram que o Oriente Médio recebeu US$ 3 bilhões em carne de frango do Brasil no ano passado, o equivalente a 34,8% de todas as exportações do produto. No caso do milho, foram US$ 2,7 bilhões, representando 32,4% das vendas externas do cereal.
As exportações brasileiras ao Oriente Médio somaram US$ 16,1 bilhões em 2025, o que corresponde a 4,6% das vendas totais do país ao exterior. Já as exportações especificamente ao Irã alcançaram US$ 2,9 bilhões.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está mapeando pontos críticos na logística e avaliando rotas alternativas para garantir o escoamento da produção. A entidade ressaltou que, neste momento, não há embarques significativos de carne de frango para o Irã.
Para Cidinho Santos, porém, acima dos números e dos impactos econômicos, o principal alerta é humanitário.
“É muito triste ver escolas sendo atingidas, crianças perdendo a vida. A gente precisa pedir a Deus que essa guerra termine e que a paz volte àquela região”, concluiu.