Olhar Agro & Negócios

Quinta-feira, 20 de junho de 2024

Notícias | Economia

rota alternativa

Audiência pública no Estado do Pará discute portos para escoar safra de Mato Grosso

Foto: Ilustração

Portos em Itaituba e Miritituba serão canais de exportação da soja mato-grossense

Portos em Itaituba e Miritituba serão canais de exportação da soja mato-grossense

O projeto da Estação de Transbordo de Carga (ETC) da Companhia Norte de Navegação e Portos (CianPort) - uma joint-venture da Fiagril (empresa sediada em Lucas do Rio Verde) e da Agrosoja (Sorriso) - será o principal tema de audiência pública a ser realizada nesta terça-feira, no município de Itaituba (1.626 km a Sudoeste de Belém-PA), por solicitação da associação dos moradores.


O evento terá a participação da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Ministério Público Federal e Estadual, autoridades federais, estaduais, municipais, representantes de entidades públicas e privadas, instituições governamentais e não governamentais e a população em geral.

Essa será a terceira audiência pública para discutir os projetos portuários em Miritituba, distrito de Itaituba, onde empresas como Bunge, Cargill (de bandeira norte-americana), Hidrovias Brasileiras, Cianport (Operadoras de Logística nacionais), entre outras, pretendem instalar estruturas de transbordo.

O propósito das é escoar mais de 20 milhões de toneladas de grãos das regiões do Médio Norte e Norte de Mato Grosso. Inicialmente, as empresas com projetos em estudo ou em fase de implantação devem investir R$ 3 bilhões nas estruturas portuárias e na logística, além de embarcações e empurradores em todos os portos onde vão operar, segundo apurou a reportagem do Agro Olhar.

Os empreendimentos irão viabilizar o transporte de cargas e grãos de Mato Grosso pela hidrovia Tapajós-Amazonas até os terminais portuários de Santana, no Amapá, e de Vila do Conde, no Pará, estabelecendo rotas alternativas de exportação pelo oceano Atlântico.
 
Hoje, a produção de grãos mato-grossense (mais de 70%) é exportada pelos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR), São Francisco (SC) e até mesmo de Rio Grande (RS). Para chegar nestes portos, os caminhões percorrem cerca de 2,5 mil quilômetros e demoram entre quatro e sete dias - encarecendo o frete para o produtor rural..

Estudos preliminares das tradings indicam que o escoamento da safra pelos portos privados a serem instalados em Miritituba pode resultar em uma economia no frete de até 15% e superior a este percentual nas aquisições de insumos importados pelos produtores de Mato Grosso. Todavia, mais importante do que a simples economia, é a abertura de um novo corredor logístico.

E para tirar do papel os projetos, as oito empresas da Associação dos Terminais Privados do Rio Tapajós (Atap) vão investir R$ 600 milhões em Miritituba, além de R$ 1,5 bilhão na construção de comboios de barcaças.

Sobre a audiência

A audiência serviará para informar a comunidade sobre o projeto, esclarecer as autoridades competentes dos respectivos impactos ambientais e possibilitar a discussão e o debate para que a Sema possa obter subsídios que auxiliem na análise do licenciamento ambiental. O Relatório de Impacto Ambiental (Rima), que será objeto de análise da equipe técnica da Sema, encontra-se na biblioteca da Sema, na Travessa Lomas Valentinas, 2717, Marco.

A audiência será realizada no ginásio Poliesportivo da Escola Municipal de Ensino Fundamental Integração Nacional, nesta terça-feira, às 16h.

Mais informações em instantes/Atualizada
Entre em nossa comunidade do WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Assine nossa conta no YouTube, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet