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Quarta-feira, 12 de junho de 2024

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Chineses voltam a demonstrar interesse em ferrovias brasileiras; Cuiabá foi sondada em 2011

O governo chinês divulgou no final de agosto um documento intitulado "Diretivas para a Reforma do Sistema de Financiamento e Aceleração da Construção da Rede Ferroviária". Nele consta, entre outras informações, que a Corporação de Ferrovia da China aumentará os investimentos para 660 bilhões de yuans este ano, incluindo 530 bilhões para construção básica.

Foto: Assessoria

Chineses se reúnem com ministro dos Transportes e discutem investimentos em rodivias

Chineses se reúnem com ministro dos Transportes e discutem investimentos em rodivias

Criar um consórcio para se habilitar a concorrer nos leilões de ferrovias do Programa de Investimentos em Logística (PIL). Este é o objetivo principal de visita realizada por representantes da Corporação de Ferrovias da China (China Railway Construction Corporation), que estão no Brasil desde segunda-feira (02).


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“Recebi a missão de abrir caminho para as empresas chinesas investirem no setor ferroviário no Brasil”, disse o coordenador para América do Sul da CRCC Deng Hongliang ao ministro dos Transportes, César Borges, em reunião realizada em Brasília nesta terça (03).

Hongliang mostrou interesse em entrar na disputa pelo primeiro trecho ferroviário do PIL a ser leiloado: Açailândia (MA) – Barcarena (PA). “É importante que o primeiro negócio no Brasil seja lucrativo para que isso estimule a vinda de outras empresas chinesas”, afirmou Honling.

O coordenador salientou que a corporação “espera que a China saia vencedora desse leilão, porque o país constrói ferrovias de primeira linha”. Em entrevista, o ministro dos Transportes informou que ficou satisfeito com o interesse demonstrado por Hongliang.

“Vemos com muito bons olhos a participação de construtores chineses, formando consórcios com empresas brasileiras”, afirmou Borges. Em seguida, o ministro fez breve explanação do modelo e dos trechos que serão concedidos.

Hongliang disse estar otimista com o novo modelo ferroviário proposto pelo governo brasileiro. “Temos boas esperanças em relação às concessões de ferrovias, por causa do papel que será desenvolvido pela Valec”, finalizou.

PIL
Segundo o modelo proposto para o PIL, a concessionária será remunerada pela Valec com base na capacidade operacional plena do trecho contratado. Posteriormente, a Valec fará a oferta pública dessa capacidade para os operadores ferroviários independentes, operadores ferroviários logísticos ou outros concessionários de transporte ferroviário.

China
O governo chinês divulgou no final de agosto um documento intitulado "Diretivas para a Reforma do Sistema de Financiamento e Aceleração da Construção da Rede Ferroviária". Nele consta, entre outras informações, que a Corporação de Ferrovia da China aumentará os investimentos para 660 bilhões de yuans este ano, incluindo 530 bilhões para construção básica.

As previsões apontam para que a China venha a ter mais de 100 mil quilômetros de ferrovia em 2013. Destes, mais de 10 mil quilômetros são de alta-velocidade.

Em agosto de 2011, uma comitiva visitou Cuiabá para verificar a possibilidade de instalar uma nova ferrovia entre Cuiabá (MT) a Santarém (PA). A obra, uma continuação da Ferronorte, tinha valor estimado em R$ 10 bilhões.
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