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Domingo, 24 de outubro de 2021

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Embrapa alerta para cuidados com pragas na cultura de soja

Embrapa

18 Out 2012 - 14:27

Com o início do plantio da soja, a Embrapa Agropecuária Oeste, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), alerta os produtores rurais quanto às pragas que podem atacar a cultura da semeadura até a fase de enchimento dos grãos. Para se prevenir, o ideal é que o agricultor faça o manejo integrado de pragas (MIP), inspecionando a lavoura constantemente para verificar a porcentagem de plantas e vagens atacadas.

O grupo de pragas que podem atacar a lavoura da semeadura até os 30 dias de seu desenvolvimento são chamadas pragas iniciais. Já, na fase vegetativa, o grupo conhecido é o das lagartas desfolhadoras. E na fase reprodutiva, a praga principal são os percevejos, insetos que sugam os grãos.

Segundo o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados/MS), Crébio José Ávila, a tática mais importante para o controle das pragas iniciais é realizar o tratamento de sementes de soja com inseticidas, pois atualmente, as indústrias já podem vender as sementes tratadas. "Funciona muito bem para a lagarta elasmo e o coró, que é uma larva de besouro. A pulverização com inseticida pode ser feita no sulco de plantio. Após a emergência, o produtor pode fazer a pulverização foliar para controlar tanto o elasmo quanto o tamanduá-da-soja", explicou o pesquisador.

Segundo Crébio, o tamanduá-da-soja adulto faz a postura na haste da planta, evitando que ela cresça e se desenvolva. Em Mato Grosso do Sul, essa praga foi constatada a partir de 1999, inicialmente em Maracaju, e hoje ocorre praticamente em todo sul do Estado. Já a lagarta elasmo, com ocorrência em quase todo Brasil, ataca a planta em sua fase jovem, perfurando o talo. Normalmente, ela pode ser encontrada em condições de alta temperatura e baixa umidade do solo. E os corós, são comuns em Mato Grosso e Goiás, e alimentam-se das raízes da soja que perde sua capacidade de absorver água e nutrientes.

As lesmas e os caramujos também podem causar desfolha, principalmente, em plantas muito jovens. "Essas pragas estão muito associadas com a cultura antecedente. Se o produtor usou nabo forrageiro como cobertura para formação de palha, por exemplo, ele tem que estar consciente que há mais probabilidade de ocorrência dessas pragas e que a inspeção da lavoura deve ser obrigatória", disse Ávila. Para o controle dessas pragas, a indicação é usar iscas a base de metaldeído, aplicadas a lanço nos locais de ocorrência da praga.
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