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Domingo, 16 de junho de 2024

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Riva crê que Dilma Rousseff vai encampar implantação da ferrovia MT/PA

Segundo o parlamentar, Mato Grosso tem potencial a ser explorado e com maior investimento em logística, proporciona retorno imediato. Em função disso, acredita no apoio do Governo Federal para a construção da linha ferroviária entre Mato Grosso e o Pará.

Foto: Reprodução / Ilustração

Riva crê que Dilma Rousseff vai encampar implantação da ferrovia MT/PA

Riva crê que Dilma Rousseff vai encampar implantação da ferrovia MT/PA

Alternativa de escoamento da produção, resultando em melhorias na logística do país, o projeto de ferrovia MT/PA deve ganhar apoio do Governo Federal, na avaliação do deputado estadual José Riva (PSD).


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Segundo o parlamentar, Mato Grosso tem potencial a ser explorado e com maior investimento em logística, proporciona retorno imediato. Em função disso, acredita no apoio do Governo Federal para a construção da linha ferroviária entre Mato Grosso e o Pará.

“Acredito que a presidente Dilma Rousseff vai encampar a idéia da ferrovia MT/PA. Precisamos de logística para chegar aos portos, e assim o estado terá condições de competir com outros entes da federação que estão em condições privilegiadas, como São Paulo e Paraná. Essa competição tão esperada, só será possível se apostarmos na ferrovia MT/PA, que tem conexão com a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), a partir de Água Boa e com a Ferrovia Norte-Sul, que tem ligação através de Marabá (PA). Relativo a Ferronorte, a competitividade de mais de uma linha ferroviária melhoraria o preço do frete em todo o estado. Também devemos enfrentar a discussão sobre a hidrovia”, argumentou Riva.

Como Mato Grosso contribui com aproximadamente um terço da balança comercial do país, Riva acredita que o Governo Federal precisa voltar às atenções e devolver em logística, o que o Estado produz. “O Governo Federal precisa ‘acordar’ para essa realidade e investir em Mato Grosso. Infelizmente, hoje o estado se coloca entre os últimos em repasses federais mesmo participando consideravelmente do superávit do Brasil como estado abastecedor”, criticou.

Riva citou como exemplo, as perdas de Mato Grosso com a Lei Kandir, que chegam a R$ 2,5 bilhões anualmente, segundo os cálculos do parlamentar em função da desoneração. Sobre o assunto, o deputado parabenizou os discursos dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Waldir Teis e Valter Albano durante o julgamento das contas do Governo do Estado de 2012 nesta semana e destacou que ambos tiveram lucidez ao fazer a radiografia verdadeira do que acontece com Mato Grosso. “Os números comprovam que Mato Grosso, através do agronegócio, é responsável pelo superávit da balança comercial do Brasil e a nação não está sentindo os efeitos da crise mundial graças ao esforço do Estado. Mas, o reconhecimento não chega, basta viajar de carro para se ver que além da fronteira do Estado, qualquer rodovia é melhor que as daqui e isso deveria ser diferente”, disse Waldir Teis ao criticar a falta de retorno da União.

Valer Albano reforçou dizendo que as transferências para tesouro foram menores, contrariando a regra nacional que é de aumentar a receita.

FERROVIA - O projeto de ligação ferroviária MT/PA foi elaborado no gabinete do deputado Riva, partindo de Água Boa até Barcarena, no nordeste paraense. Também é analisada a possibilidade da ferrovia seguir do município mato-grossense até Marabá, no sudeste do Pará. A ligação com o nordeste seria viabilizada com a construção de dois ramais, um até o porto de Vila do Conde (Barcarena) e outro até o porto de Espadarte (em Curuçá), que está em projeto de implantação. Lideranças políticas e empresariais de Sorriso solicitaram a inclusão do município na ferrovia por meio de um ramal.

A discussão da ferrovia MT/PA foi iniciada há dois anos no gabinete de Riva, sob a argumentação de que Mato Grosso não pode ficar preso a um projeto ferroviário nacional. Ao todo, mais de 20 municípios de Mato Grosso e Pará serão beneficiados com o traçado ferroviário de 1,6 mil km de trilhos, melhorando a qualidade de vida de mais de dois milhões de pessoas.

“Com certeza, essa obra é viável e representará a mudança no fluxo de caminhões no Brasil. Todos atualmente descem pelo Sul, não tem estrada que aguente este grande tráfego, e isso está asfixiando a logística do país. Este novo projeto fará com que Mato Grosso tenha um corredor de alto desenvolvimento, independente e eficiente”, pontuou Riva.

Os estados intensificam os trabalhos para viabilizar a construção da ferrovia. O segundo-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa paraense, deputado Sebastião Miranda Filho (PTB), utilizou a tribuna há duas semanas para defender que o governador Simão Jatene (PSDB) viabilize o empréstimo de R$ 1 bilhão junto a instituições financeiras para viabilizar a obra.

Além da defesa, o petebista e o presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Márcio Miranda (DEM), apresentaram requerimento solicitando a realização de uma sessão especial na Casa de Leis para debater com a sociedade, a importância da construção da ferrovia. Na oportunidade, também anunciaram que todos os parlamentares pretendem visitar Mato Grosso neste mês.
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