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Domingo, 19 de maio de 2024

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café brasileiro

Montesanto Tavares Participações e Itochu Corporation celebram parceria ao criar a CAFEBRÁS

Empresa nasce com o desafio de promover o café brasileiro em todo o mundo, especialmente no mercado asiático. No dia 4 de maio, sábado, as diretorias do Grupo Montesanto Tavares, que atua na cadeia do café no Brasil e no exterior, e da Itochu Corporation, uma das maiores tradings japonesas, assinaram contrato para a criação de uma nova empresa exportadora de cafés: a CAFEBRÁS – Cafés do Brasil S/A. A cerimônia foi realizada em Patrocínio, no Cerrado Mineiro, onde está localizada a sede da nova companhia. Estiveram presentes o diretor-presidente do grupo Montesanto Tavares, Ricardo Tavares; o vice-presidente da Atlântica Participações (uma das empresas do Grupo), Rogério Schiavo; os diretores da CAFEBRÁS Geraldo Eustáquio Miranda e Bruno Tavares. Do Japão, vieram o COO Takeshi Takasugi e os executivos Yutaka Katakura, Shinya Tanaka e Mikyo Uriu.


A necessidade de criação da empresa surgiu diante das novas exigências e oportunidades do mercado mundial de cafés, tendo como foco os países asiáticos, entre eles, Japão, China, Taiwan, Indonésia e Vietnã, que hoje apresentam altas taxas de crescimento de consumo de café. A ideia é que a parceria possibilite a promoção das origens produtoras brasileiras e proporcione a interação entre indústria e produção.

De acordo com Rogério Schiavo, tanto a Itochu quanto o Grupo Montesanto Tavares tinham o interesse em entender como funcionam os negócios do outro lado. Apesar de já terem modelos de parcerias com empresas exportadoras de café em países como Guatemala e El salvador, a Itochu quer conhecer o mercado brasileiro, entender como se dá a formação de preço, as questões fiscais e os requisitos para atuar no local. Por outro lado, o Montesanto Tavares, tem todo este knowhow, porém, pretende se fortalecer na Ásia. “Somos um grupo sólido e com atuação mundial, no entanto, devido às questões geográficas e de logística, ainda não atuamos no mercado asiático por completo. Já exportamos para o Japão e Coreia do Sul, mas pretendemos chegar aos demais países e, esta expansão será mais viável por meio de um interlocutor local, no caso, a Itochu. Esta joint venture tornou-se viável graças ao emprenho dos executivos Yutaka Katakura e Shinya Tanaka, que vislumbraram as oportunidade e sinergia da parceria desde o início das negociações”, diz.
Além da troca de experiências entre as empresas, a CAFEBRÁS surge com o objetivo de suprir as demandas da ALLY – Brazilian Coffee Merchant, empresa do Grupo Montesanto Tavares, especializada em cafés especiais, com sede na Flórida e filial na Califórnia (EUA).

Com sede em Patrocínio, no Triângulo Mineiro, a CAFEBRÁS já nasce fortalecida, com as duas grandes empresas (Montesanto Tavares e Itochu) atuando em sua base. “Já contamos com 15 funcionários, budget de exportação de 180 mil sacas de café em 2013 e negócios realizados para este ano e para 2014”, conta o diretor Geraldo Eustáquio Miranda. Além disso, ele adianta que a expectativa é que, em até cinco anos, a CAFEBRÁS alcance a Atlântica em receita e em volume de exportação.

De Minas para o mundo

A CAFEBRÁS tem como foco exportar o café beneficiado, genuinamente mineiro. Para se ter uma ideia, o Cerrado Mineiro, reconhecido como um dos mais importantes polos de produção de café de alta qualidade, produz cerca de 6 milhões de sacas de café ao ano, quantidade bastante elevada, considerando que, em todo o Brasil, são produzidas, aproximadamente, 50 milhões de sacas.

Porém, o Norte de Minas tem apresentado grande potencial para produção de cafés de alta qualidade e com boa produtividade. “Estamos descobrindo que a região reúne condições espetaculares para a produção de café, onde temos altitude em áreas planas, ideais para mecanização”, explica Rogério.

Ele conta que todos os tipos de café exportados pelas empresas do Grupo Montesanto Tavares, como a Atlântica, a ALLY e agora a CAFEBRÁS passam por processo de rebeneficiamento, preservando suas características peculiares de aroma, sabor e textura. “Conferimos garantia de procedência ao café, graças às condições ideais para o bom desempenho das lavouras. Poucas regiões no mundo contam com solo propício, temperatura ideal e altitude adequada como Minas. Por isso, o estado é o maior produtor do país, responsável por mais de 50% da produção nacional”, afirma o executivo.

Atlântica Participações

Criada em 2000 pelos empresários Ricardo Tavares, Rogério Schiavo e Rodrigo Montesanto, a Atlântica é uma exportadora de café beneficiado - genuinamente mineiro -, que destina grãos à Europa, Ásia, Oceania, Estados Unidos e ao mercado interno brasileiro. A empresa integra o grupo mineiro Montesanto Tavares Participações e Empreendimentos S.A., o qual está presente em toda a cadeia produtiva de café, composto por empresas que atuam na produção, logística, armazenagem e rebeneficiamento do produto, além da comercialização e exportação. A empresa, com matriz em Belo Horizonte, conta com quatro unidades exportadoras. São elas: Cerrado Mineiro, em Patrocínio; Sul de Minas, em Varginha; Matas de Minas, em Manhuaçu; e Espírito Santo, em Vitória. Em 2012, a empresa comercializou 1.150.000 sacas de café e faturou R$ 430 milhões. Para este ano, a expectativa é comercializar 1.250.000 sacas, sendo que cerca de 80% desta produção é destinada para exportação.

ALLY – Brazilian Coffee Merchant

Criada em 2011, pelos empresários Bruno Tavares e Marco Figueiredo, em parceria com a Atlântica Participações, a ALLY está sediada no estado da Flórida (EUA). Sua atuação está voltada ao maior mercado consumidor da bebida no mundo, os Estados Unidos, onde são consumidas 24 milhões de sacas anuais, das quais 8 milhões são de cafés especiais, que apresentam crescimento de 15% ao ano, sendo este o foco da ALLY. Para atender ao mercado da costa oeste Americana, em junho de 2013, será inaugurado um novo escritório em Los Angeles, na Califórnia, grande polo de consumidores de cafés especiais.

Em 2012, a ALLY comercializou, aproximadamente, 200 mil sacas de café e, para 2013, a expectativa é de 300 mil sacas. Deste total, 80% será de cafés brasileiros e o restante de origens como Etiópia, Quênia, Guatemala, Colômbia e Indonésia.

Itochu Corporation

A Itochu Corporation é uma das principais “Tradings Globais” do Japão e possui mais de 150 anos de história. Atualmente, a Itochu atua no Japão e internacionalmente, nas áreas têxteis, máquinas, informática, telecomunicações, metais, energia, produtos para consumo, produtos químicos, alimentos, entre outros. Hoje o grupo Itochu possui cerca de 650 empresas coligadas e 45.000 funcionários. O faturamento da Itochu Corporation no ano fiscal de 2012 foi de ¥ 4.3 trilhões (U$ 52 bilhões).
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