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Segunda-feira, 20 de abril de 2026

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66 sacas/ha

Mato Grosso se aproxima de recorde e supera 51 milhões de toneladas de soja; produtividade aumenta

Foto: Aprosoja-MT

Mato Grosso se aproxima de recorde e supera 51 milhões de toneladas de soja; produtividade aumenta
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apresentou, nesta segunda-feira (6), os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, consolidando o panorama da safra 2025/26 em Mato Grosso. O levantamento foi realizado em parceria com a Aprosoja MT e o Iagro MT, com dados coletados diretamente nas lavouras em todas as regiões do estado.


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A equipe técnica percorreu mais de 34 mil quilômetros ao longo de 71 dias, realizando 998 avaliações em campo. O objetivo foi garantir maior precisão nas estimativas e oferecer informações estratégicas para produtores e mercado.

Os dados apontam que a produtividade média da soja no estado avançou de 60,45 para 66,03 sacas por hectare. Com isso, a produção está estimada em 51,56 milhões de toneladas — alta de 1,31% em relação à safra anterior e próxima de um novo recorde histórico.

Segundo o Imea, o desempenho reforça a força produtiva de Mato Grosso, mesmo diante de uma safra marcada por irregularidades climáticas. Houve bom volume de chuvas em grande parte do ciclo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras, mas excessos no período de colheita e estiagens pontuais no início impactaram a qualidade dos grãos.

As diferenças regionais também chamaram atenção no levantamento. O Norte do estado se destacou pelo maior número e peso de grãos por planta. Já o Centro-Sul registrou aumento no número de grãos, porém com redução no peso. No Sudeste, houve queda nesses indicadores, enquanto o Nordeste apresentou maior densidade de plantas, mas produtividade inferior por unidade.

Apesar dos desafios, o principal destaque da temporada foi a resiliência da produção mato-grossense, que manteve alto nível de produtividade mesmo com adversidades climáticas ao longo do ciclo.

Por outro lado, o cenário acende um alerta para a rentabilidade do produtor. Custos elevados, oscilações no dólar e incertezas no mercado internacional, especialmente diante de tensões geopolíticas, devem pressionar as margens nas próximas safras.

Outro dado relevante é a consolidação da área cultivada no estado, que se aproxima de 13 milhões de hectares. O crescimento, no entanto, vem desacelerando nos últimos anos, refletindo justamente o cenário de menor rentabilidade no campo.

Os resultados reforçam o papel de Mato Grosso como principal produtor de soja do país e evidenciam a importância do monitoramento técnico para garantir previsibilidade, orientar o planejamento das próximas safras e sustentar a competitividade do agronegócio estadual.
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