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Segunda-feira, 20 de abril de 2026

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COMBUSTÍVEL

Juarez culpa venda da BR Distribuidora por alta do diesel e cobra fiscalização sobre cartel

Juarez culpa venda da BR Distribuidora por alta do diesel e cobra fiscalização sobre cartel
O deputado federal Juarez Costa (Republicanos) atribuiu parte da alta do diesel à venda da BR Distribuidora e cobrou do governo federal uma ação mais dura de fiscalização sobre supostos cartéis no setor de combustíveis. Ao comentar os efeitos da guerra no Irã, ele afirmou que o problema não começou agora e que o conflito apenas agravou um mercado que, segundo ele, já operava com distorções na distribuição.


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“O grande problema foi terem vendido a BR Distribuidora, que era da Petrobras e regulava o preço. Quando venderam, disseram que haveria mais concorrência, mas formou-se um cartel”, afirmou ao Olhar Direto.

A BR Distribuidora teve o processo de privatização iniciado em 2017, na gestão Michel Temer, quando ela saiu do controle da Petrobrás, e concluído em 2021, na gestão Jair Bolsonaro, quando foi vendida por R$ 11,3 bilhões, tornando-se uma empresa privada com capital pulverizado.
 
Segundo Juarez, o atual governo federal já adotou medidas para tentar conter a escalada do diesel, como retirada de impostos e a retomada da discussão sobre ampliar a capacidade de refino e produção interna. Na avaliação dele, porém, isso ainda não basta sem um aperto mais forte sobre a distribuição e a revenda.

“O governo fez a sua parte retirando impostos, mas a fiscalização do Procon, Polícia Federal, PRF e ANP tem que ser mais dura para acabar com os cartéis.”

O deputado afirmou que a alta já começa a ser sentida antes mesmo de reajustes formais chegarem à ponta e disse que o diesel mais caro tende a bater diretamente no frete, nos insumos e no custo da próxima safra.

“Só pelo fato da guerra, já começaram a subir os preços antes mesmo de a Petrobras alterar o valor.”

Juarez também defendeu que o país volte a ampliar sua capacidade de refino para reduzir a dependência externa de diesel e fertilizantes, dois itens que, segundo ele, ficam mais vulneráveis em momentos de crise internacional.

“O governo fala em recomprar as refinarias para que possamos refinar o petróleo no Brasil, em vez de mandar o petróleo cru para ser refinado nos Estados Unidos e depois comprá-lo de volta. O fertilizante também subiu, e o governo está comprando refinarias novamente para poder produzir diesel e fertilizantes aqui", disse.

Para Juarez, se o conflito se prolongar e o preço do diesel continuar subindo sem reação mais forte do poder público, o efeito deve aparecer na inflação e na produção agrícola. “Senão, veremos problemas graves de inflação e dificuldade na nossa produção agrícola.”
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