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Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

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Rota do Oeste avalia disputar leilão da BR-163 até Miritituba e quer duplicação até Guarantã

Foto: Reprodução

Rota do Oeste avalia disputar leilão da BR-163 até Miritituba e quer duplicação até Guarantã
O presidente do Conselho Diretor da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos (PP), afirmou que a concessionária avalia entrar na disputa de um eventual novo leilão da BR-163/230, entre Sinop e Miritituba (PA). O trecho está sob gestão da Via Brasil BR-163, mas passará por relicitação após acordo entre a ANTT e o Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo Cidinho, a intenção é que o novo modelo inclua a duplicação até Guarantã do Norte (MT) e melhorias operacionais no Pará, como terceira faixa e recuperação de pontos críticos.


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“A concessão foi feita ainda na gestão do governador Tarcísio, com contrato de 10 anos sem obrigação de manutenção. Hoje há um clamor da população do Norte de Mato Grosso para que a duplicação vá até Guarantã e a rodovia seja melhorada até a divisa com o Pará. A concessionária atual não tem essa obrigação”, afirmou Cidinho, em referência à Via Brasil. “A Rota do Oeste está no setor e avalia isso como uma questão importante do ponto de vista social e também como negócio”, completou.

O trecho é estratégico para o escoamento da produção agropecuária do Arco Norte. A repactuação da concessão foi conduzida por meio da Câmara de Solução Consensual do TCU, e o novo desenho prevê cerca de R$ 10 bilhões em investimentos.

O Ministério dos Transportes e a ANTT anunciaram em agosto que o contrato seria reestruturado com a obrigação de duplicar 245 km no Mato Grosso e executar obras de ampliação e segurança no Pará. A definição do modelo, aditivo com a atual concessionária ou novo leilão, ainda depende de aprovação em plenário no TCU.

Caso o governo federal opte pela relicitação, a Rota do Oeste pretende analisar a viabilidade financeira para apresentar proposta. “Se houver leilão, a empresa vai estudar com seriedade. Existe apoio político na região Norte para isso, entre deputados e prefeitos. Se for um modelo sustentável, temos interesse”, disse o ex-senador. Ele destacou que a pressão regional pela duplicação entre Sinop e Guarantã é antiga e representa um pleito unificado do setor produtivo.
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