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Sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

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CHUVAS EM ATRASO

Estiagem atrasa plantio e deve reduzir produtividade da soja em Mato Grosso, alerta Aprosoja

Foto: Rodolfo Perdigão

Estiagem atrasa plantio e deve reduzir produtividade da soja em Mato Grosso, alerta Aprosoja
O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Beber, afirmou que a falta de chuvas regulares tem comprometido o avanço do plantio da soja no estado e deve impactar a produtividade da safra de 2025/2026.


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Segundo ele, as precipitações esperadas para a segunda quinzena de setembro ainda não se consolidaram, o que tem causado estresse nas lavouras e preocupação entre os produtores.

“Nós tivemos intempéries esse ano. O plantio não tem ocorrido como era esperado, as chuvas já eram aguardadas para a segunda quinzena de setembro para haver regularidade, porém, nós já estamos no final de outubro e as chuvas ainda não regularizaram no estado”, explicou.

Beber ressaltou que, embora regiões do norte e médio-norte, como Sorriso, tenham conseguido avançar no plantio, a falta de umidade tem prejudicado o desenvolvimento das plantas.

“Sorriso foi um município que teve um plantio mais avançado e já superou mais de 95%. Porém, na última semana, eles reclamavam que o volume hídrico era insuficiente e que as plantas estavam sofrendo estresse por calor e falta de chuva”, completou.

Questionado sobre a orientação da Aprosoja diante da estiagem, ele ponderou que a decisão deve ser tomada individualmente por cada agricultor, considerando as condições da propriedade.

“Cada produtor tem o conhecimento dentro da propriedade e deve tomar a própria decisão. Ainda mais nesses anos de renda apertada, ele precisa da segunda safra de milho. Muitas vezes, mesmo a lavoura não ficando boa, ele opta por manter uma qualidade inferior para poder fazer a segunda safra”, destacou.

Beber lembrou que o replantio é uma operação cara e pode atrasar o calendário da safrinha, aumentando os custos e reduzindo a margem de lucro do produtor.

“Um replantio, se você considerar custo de semente, germoplasma operacional e dessecação, fica em torno de mais de 10 sacas por hectare. Isso acaba pesando e atrasa ainda mais a safrinha do milho”, observou.

Em relação às projeções de produtividade, o presidente da Aprosoja disse que o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) já havia adotado uma postura mais conservadora este ano, estimando 66 sacas por hectare, cerca de 10% a menos do que no ciclo anterior.

“O ano passado foi acima da média, com chuvas muito regulares e sobrando volume hídrico. Esse ano, o Imea foi mais realista nas projeções, mas, com essas intempéries, a média dificilmente alcançará isso”, avaliou.
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