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Segunda-feira, 15 de julho de 2024

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congresso quer explicação

Líder da bancada ruralista diz que "é um absurdo" ministério de Fávaro importar arroz após enchentes no Rio Grande do Sul

Líder da bancada ruralista diz que
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), criticou a decisão do Governo Federal de importar arroz em decorrência das enchentes no Rio Grande do Sul. Nesta semana foi determinado que os ministros prestem esclarecimento sobre a medida de importação.


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Rio Grande do Sul é o principal estado produtor de arroz do país seguido por Santa Catarina, Tocantins e Mato Grosso. Devido ao clima, em Mato Grosso é cultivado o arroz de sequeiro que apresenta um ciclo médio de maturação de 105 dias. 

Mato Grosso produz em média 332 mil toneladas do grão. De acordo com Lupion, não há necessidade de importação do arroz já que mais de 80% das lavouras brasileiras estão colhidas.

"Mais de 85% da safra de arroz brasileiro está colhida e estocada, não houve prejuízo nessa safra. O produtor de arroz está com a safra em dia, os próprios números do IBGE mostram que o preço do arroz estava diminuindo. Não há a mínima necessidade de importar arroz de fora.", disse.

Lupion apontou ainda que os grãos importados são de qualidade inferior ao arroz ofertado pelo próprio país. Nesta quarta-feira (5), a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados aprovou o pedido para que os ministros do Governo Federal prestem esclarecimentos sobre as medidas adotadas para investir mais de R$ 7 bilhões na importação do alimento.

O pedido foi feito pelo deputado federal José Medeiros (PL). A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do governo Lula de importar o grão sem necessidade comprovada.

"É um arroz que não condiz com a qualidade e as especificações do arroz brasileiro, o controle sanitário desse arroz inexiste tanto que na própria medida provisória fala que não se aplica o controle sanitário utilizado na produção de arroz brasileiro. Ou seja, estão dando arroz de quinta categoria para a população. É um absurdo", ressaltou.
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