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Quarta-feira, 17 de abril de 2024

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soja e milho são mais afetados

Levantamento aponta que setor do agro em MT teve 25 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre deste ano

Foto: Reprodução

Levantamento aponta que setor do agro em MT teve 25 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre deste ano
Um levantamento do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras de Mato Grosso (OCB-MT) apontou que somente no primeiro trimestre deste ano foram registrados 25 pedidos de recuperação judicial no setor do agronegócio.

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De acordo com o superintendente da OCB-MT,Frederico Azevedo, um dos motivos dos produtores solicitarem o pedido de recuperação judicial é por não acreditarem que irão conseguir arcar com os recursos pretendidos.

"Hoje segundo os dados do levantamento temos 25 recuperações judiciais distribuídas em Mato Grosso sendo que 90% é de produtores rurais. A decisão do produtor de avaliar o pedido de recuperação judicial é de que ele não vai ter condições de arcar com os recursos que ele tomou, seja em agentes bancários, seja um agente de comércio ou no mercado de produção de venda de grãos. Não é a melhor solução para o produtor", disse o superintendente.

Ainda conforme o levantamento, em 2022 foi registrado 15 pedidos de recuperação judicial. Quanto a 2023, o dados ainda não fora totalmente fechados mas aponta para pelo menos 26 pedidos.

Frederico afirmou que atualmente os produtores que estão sendo mais afetados são os de soja de milho devido à queda na safra.

"O Governo Federal anunciou uma resolução através do Conselho Monetário Nacional um suporte para os produtores de Mato Grosso de soja, milho e bovinocultura no sentido de que eles podem prorrogar os investimentos que eles fizeram com recurso de BNDES e Plano Safra.", ressaltou.

Para conseguir a prorrogação, os produtores precisam emitir um laudo para comprovar que foram afetados.

"Ele faz um laudo comprovando que teve dificuldades agronômicas com seca e tudo mais, ou que ele teve dificuldade de preço porque as vezes o preço de quando ele começou a produzir a safra está em um patamar X e no momento do pagamento dos débitos, o patamar baixou muito então ele faz o que chamamos de rolagem de dívida", pontuou o superintendente.
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