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Quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

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RECORDE EM COLHEITA

Produção de café em Mato Grosso aumenta 102% em quatro anos

Foto: Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

Em 2019, foram colhidas 121,4 mil sacas de café e, neste ano, 245,8 mil sacas

Em 2019, foram colhidas 121,4 mil sacas de café e, neste ano, 245,8 mil sacas

Com o Programa MT Produtivo Café, o Governo de Mato Grosso tem incentivado a expansão da cultura do café, a partir da entrega de mudas e da distribuição de kits de irrigação para agricultores familiares. O trabalho realizado pela Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf) e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) está dando resultados positivos para a área. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), houve crescimento de 102% na produção do grão nos últimos quatro anos. Em 2019, foram colhidas 121,4 mil sacas de café e, neste ano, 245,8 mil sacas.

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As mudas entregues pelo Estado são de café clonal, que possui alta produtividade, em pouco espaço. Só em 2022 e 2023, foram entregues 300 mil mudas de café e 98 kits de irrigação.

Segundo a Conab, também contribuíram para o crescimento da produção: o início da produção dos cafezais clonais no estado, em 2020; a expansão da área em produção; o aumento do uso de fertilizantes e as excelentes condições climáticas durante o ciclo de cultivo do grão. Além disso, há uma maior tecnificação do sistema produtivo e de manejo, também favorecendo a expressão desse maior potencial produtivo das novas cultivares clonais.

“As condições climáticas gerais e o controle efetivo de pragas e doenças, excetuando algumas perdas pontuais por doenças fúngicas na fase de floração e formação de frutos, além de pragas como cochonilhas e brocas, mas sem danos significativos, foram favoráveis à cultura e viabilizaram essa produção acima daquela obtida em 2022”, afirma o levantamento mais recente, que comparou o crescimento da safra 2023 com a do ano passado. 

A secretária de Agricultura Familiar de Mato Grosso, Teté Bezerra, afirmou que, além de investimentos diretamente na produção, o Estado busca melhorar a qualidade do café, com o financiamento de pesquisas, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat).

“Estamos buscando aprofundar nas pesquisas e melhorar cada dia mais a qualidade desse café que estamos produzindo, pensando cada dia mais na boa aceitação do mercado, tanto do estado, quanto fora”, explicou.

O Programa de Pesquisa Aplicada em Políticas Públicas, ao qual a secretária se refere, irá destinar R$ 1 milhão para pesquisas nas áreas de cafeicultura, mandiocultura, bananicultura e forragicultura, para o fortalecimento da agricultura familiar. 

Atualmente, 31 municípios mato-grossenses produzem o grão, sendo que os cinco maiores deles são: Colniza, Juína, Aripuanã, Nova Bandeirantes e Cotriguaçu.

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