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Domingo, 21 de abril de 2024

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R$ 6,8 bilhões

Mato Grosso está em sexto lugar no ranking dos maiores produtores de minérios do país

Foto: Assessoria

Mato Grosso está em sexto lugar no ranking dos maiores produtores de minérios do país
Em 2022, foram produzidos R$ 6,8 bilhões de minérios, deixando Mato Grosso em sexto lugar no ranking dos maiores produtores de minérios do país. Ouro, calcário, manganês, água mineral, estanho, diamante, agregados de construção civil (areia, brita) e zinco são os oitos mais explorados no Estado.

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Cerca de 80% da produção mato-grossense é de ouro e calcário. Foram recolhidos R$ 109,2 milhões no pagamento da taxa de Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). Deste total, R$ 16,3 milhões retornaram para o Estado. Metade do recurso é destinado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), 25% para a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e 25% para a Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat).

Segundo valores de repasses do CFEM em 2022, Nobres lidera com recolhimento de R$ 18,9 milhões, seguido por Poconé, com R$ 12,5 milhões, Peixoto de Azevedo, com R$ 10 milhões, Pontes e Lacerda, R$ 9 milhões e Nossa Senhora do Livramento, com R$ 8,3 milhões.

A expectativa é de que o município de Aripuanã se torne o principal produtor de minérios do Estado, com a entrada da NEXA para exploração de zinco, cobre, chumbo e ouro.

“Mato Grosso produz apenas em 0,5% do território e é o 6º em produção nacional. O Estado tem potencial para aumentar mais, mas não tem a tradição de pesquisa mineral como Goiás e Bahia, que ocupam o 4º e 5º lugar, respectivamente”, explica o geólogo da Metamat, João Antônio Paes de Barros.
 
Há minério em tudo

O uso de minérios está presente no dia a dia. Somente os celulares são compostos por índio, cobre, lítio, neodímio, tântalo e ouro. Para se construir uma casa são utilizados calcário, ferro, alumínio, bauxita, zinco, níquel, dentre outros.

“A Metamat tem a função de fomentar a atividade, dar orientação técnica e fortalecer as cooperativas. A mineração gera riqueza para os municípios e uma alternativa de geração de empregos, que é um dos problemas mais recorrentes do nosso país”, destacou o presidente da Metamat, Juliano Jorge.

Ele destacou ainda que a atividade da mineração esteve estagnada por mais de 20 anos com o valor da produção mineral em um patamar entre 1,2% a 2,4% do PIB de Mato Grosso. Contudo, nos últimos cinco anos houve crescimento da atividade, atingindo cerca de 4,2% do PIB, em 2021.
 
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