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Quarta-feira, 23 de junho de 2021

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defensivo para soja

Produtor de algodão tem lavoura afetada por agrotóxico do vizinho e amarga prejuízo de R$ 2 mi

Da Redação - Michael Esquer

05 Mai 2021 - 14:26

Foto: Reprodução

Produtor de algodão tem lavoura afetada por agrotóxico do vizinho e amarga prejuízo de R$ 2 mi
Pelo segundo ano consecutivo, as plantações do produtor de algodão Alexandre Augustin foram prejudicadas com a pulverização inadequada de agrotóxicos, realizada por um fazendeiro, proprietário de uma lavoura de soja, que é vizinho de seu terreno. 

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A aplicação de defensivos agrícolas é uma prática comum e legalizada no agronegócio. Quem faz o uso do material defende a sua capacidade de controlar pragas, porém, o uso inadequado e sem planejamento pode acabar prejudicando tanto a lavoura de quem a aplica, quanto a plantações vizinhas.

Assim aconteceu com Alexandre, que possui uma propriedade de três mil hectares, localizada a 30 km de Guiratinga (322 km de Cuiabá), onde cultiva algodão. Neste ano, assim como no último, ele teve a plantação afetada pela aplicação do herbicida 2,4-D, na propriedade vizinha que produz soja.

De acordo com Augustin, a ação é recorrente, e este ano aproximadamente 400 hectares da sua propriedade foram atingidos pelo defensivo e calcula-se um prejuízo superior a R$ 2 milhões. 

"No ano passado tivemos o mesmo problema, servidores do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) estiveram na propriedade, colheram amostras e identificaram que foi realmente o 2,4-D, utilizado na preparação para a plantação da soja que causou danos à minha plantação. Mesmo assim não consegui reaver os danos e acabei ficando com o prejuízo".

O produtor rural contou que o proprietário da fazenda, vizinha à sua, admitiu o uso do produto em sua lavoura, mas negou que tenha sido ele o causador dos danos à sua plantação. 

"Ao procurá-lo para tentar resolver o problema, não entramos em acordo e o mesmo não se responsabilizou pelos danos. Desta vez vamos levar o problema à justiça e evitar que no futuro isso ocorra de novo", explicou.

Jacson Dalazen, agrônomo que trabalha na fazenda de Augustin, afirma que o defensivo agrícola afeta diretamente o algodão e causa queda na produtividade de até 50% por planta atingida. 

"Este produto é usado para controle de ervas daninhas que infestam culturas como a do milho e soja, mas quando chega ao algodão é bastante agressiva. Mesmo com a aplicação via terrestre o vento pode levar o produto para áreas que estão até quatro quilômetros de distância, e quando atinge a plantação de algodão, quando não mata a planta, diminui em pelo menos 50% a produtividade", destacou.

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