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Quarta-feira, 27 de outubro de 2021

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ACIMA DA MÉDIA NACIONAL

IBGE aponta MT como o estado com o maior índice de população em idade para trabalhar

Da Redação - Michael Esquer

19 Fev 2021 - 10:18

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Nível de ocupação é a taxa que calcula a proporção de pessoas exercendo alguma atividade dentro da população em idade de trabalhar, que é de 14 anos ou mais

Nível de ocupação é a taxa que calcula a proporção de pessoas exercendo alguma atividade dentro da população em idade de trabalhar, que é de 14 anos ou mais

Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que Mato Grosso é o estado que possui a maior taxa de população em idade para trabalhar, exercendo alguma atividade remunerada, de todo o país. De acordo com o índice, que avaliou o último trimestre de 2020, o número em território mato-grossense é de 57,3% dos habitantes.

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A metodologia do levantamento realizado pelo órgão, consiste no cálculo da proporção de pessoas exercendo alguma atividade dentro da população em idade de trabalhar, que é de 14 anos ou mais.

A média nacional dessa porcentagem é de 47,1% e no Centro-Oeste é de 53,1%, o que coloca Mato Grosso não apenas acima da média nacional e estadual, mas também como o estado com a maior taxa do Brasil.

Os Estados vizinhos de Mato Grosso possuem índice de 52,9%, em Mato Grosso do Sul; 51,7%, em Goiás; e de 51,8%, no Distrito Federal. Já outros Estados com índice acima de 50% são Santa Catarina (55,4%), Paraná (53,4%), Rio Grande do Sul (51,5%), Espírito Santo (52,7%) e Minas Gerais (50,8%).

“Mesmo tendo havido setores muito mais afetados [pela crise econômica e pela pandemia], como turismo, serviços e comércio em geral, em alguns locais no Estado a dificuldade é menor. Os municípios mais fortes no agronegócio conseguem manter sua atividade econômica. O que se produz no Estado acaba gerando a industrialização e uma série de outros serviços, como manutenção de máquinas e equipamentos e compra de insumos. Ações que contribuem para movimentar a economia estadual”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Cesar Miranda, ao destacar a manutenção de empregos puxada principalmente pelo agronegócio.

Para o secretário, as ações do Governo de Mato Grosso propiciaram boa parte dos dados positivos para o Estado, uma vez que obras de infraestrutura e também na saúde contribuíram para a manutenção de empregos e novas contratações.

“Gera-se emprego pela necessidade de enfrentar a doença e para dar continuidade às obras de infraestrutura. Além disso, há vários investimentos na área industrial que continuam em andamento, mesmo com todas as dificuldades. São projetos importantes para as empresas e que continuam em andamento”, assinala Miranda.

Cesar ainda destaca as políticas públicas implementadas pelo governo, que auxiliaram o setor econômico e, consequentemente, a manutenção de empregos e atividades.

“Tudo que pode ser feito, enquanto política pública ou apoio do Governo do Estado tem sido feito. Tivemos isenções e prorrogações de impostos e abertura de crédito aos pequenos empresários, que permitiram que alguns setores não fossem tão afetados, principalmente pela pandemia”.

Obras do Governo

O Governo de Mato Grosso manteve em 2020 obras de infraestrutura, na saúde e na educação. Foram mais de 1.000 quilômetros de asfalto novo construído e 1.200 km de recuperação do asfalto já existente, além da construção de 72 pontes de concreto em diversos municípios.

O Estado também retomou as obras de construção dos Hospitais Central e Julio Muller, e ampliou e modernizou as unidades regionais de Cáceres, Rondonópolis, Sinop e Sorriso, além do Hospital Estadual Santa Casa e do Hospital Metropolitano.
Na Educação, foram investidos R$ 150 milhões em obras, de construção, reforma e manutenção, de 160 escolas estaduais.

Desemprego

Mato Grosso também registrou no período outro bom desempenho. O Estado é o segundo com a menor taxa de desemprego (9,9%), atrás somente de Santa Catarina, com 6,6%, de acordo com o IBGE. No país, a taxa de desemprego ficou em 14,6%, enquanto na região Centro Oeste, 12,7%.
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