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Preço do álcool sofre novo aumento e acumula acréscimo de 40 centavos em 15 dias

Da Redação - Wesley Santiago

10 Dez 2019 - 11:06

Foto: Olhar Direto

Preço do álcool sofre novo aumento e acumula acréscimo de 40 centavos em 15 dias
O preço do etanol disparou mais uma vez em Cuiabá. Desde a noite da última segunda-feira (09), o combustível estava sendo vendido a R$ 2,87 na maioria dos postos da região central e avenida Miguel Sutil. Até o momento, o acréscimo já atinge os 40 centavos em apenas 15 dias. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Sindipetróleo) em Mato Grosso, os reajustes estão chegando aos postos através das distribuidoras.

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Em novo levantamento feito pelo Agro Olhar, foi possível identificar que o litro do etanol está sendo vendido por R$ 2,87 em diversos postos. Uma passagem rápida pela região central e avenida Miguel Sutil já refletem o novo acréscimo no preço. São poucos os estabelecimentos que ainda mantém o combustível a R$ 2,67. Um deles, até o início desta manhã, era o Posto Emboava, próximo a Praça do Choppão.
 
Em menos de 15 dias, o preço disparou 40 centavos, em Cuiabá. Anteriormente, motoristas relataram estar pagando até R$ 2,39 pelo litro do combustível.
 
Levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), aponta que no período de 1º a 7 de dezembro deste ano, o preço médio do álcool em Cuiabá foi de R$ 2,644. O mínimo encontrado pela pesquisa foi de R$ 2,379 e o máximo de 2,799. No total, foram 72 postos visitados.
 
Apesar do aumento de 40 centavos em menos de um mês, Cuiabá continua sendo a Capital brasileira com o menor preço do álcool. Porto Alegre (RS) aparece na liderança, com um custo de R$ 4,109 no litro do combustível.
 
Segundo o Sindipetróleo, o etanol foi o produto que mais sofreu reajuste. “São vários os motivos que contribuíram para o cenário de alta. O preço final dos combustíveis reflete o aumento nas usinas de etanol anidro e a elevação dos preços do biodiesel nas usinas pela mistura na gasolina e diesel, respectivamente, e alta do petróleo no mercado internacional”, explica em nota a categoria.
 
Outro fator, segundo o Sindipetróleo, é a mudança do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), base de cálculo do ICMS, que passa por majorações quase todos os meses.
 
“Estamos aguardando pesquisa da Agência Nacional do Petróleo para termos uma melhor ideia do cenário, já que grande parte dos revendedores relatam reajustes em patamares variados na maioria das distribuidoras”, explica o diretor-executivo do Sindicato, Nelson Soares Junior.

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