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Sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Notícias / Meio Ambiente

Laudo sobre morte de 710 kg de peixes no Rio Teles Pires é inconclusivo

Da Redação - Fabiana Mendes

03 Jul 2019 - 14:55

Foto: Pedro Ribas/Bombeiros de Sinop

Laudo sobre morte de 710 kg de peixes no Rio Teles Pires é inconclusivo
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) apontou que o laudo sobre a mortandade de peixes no Rio Teles Pires, em Sinop (a 480 quilômetros de Cuiabá), não pode ser correlacionado a baixa oxigenação da água. Equipes foram enviadas ao local no dia 13 de junho, sendo uma por terra para realização de coletas e outra aérea para identificação visual do ocorrido. As três equipes não encontraram nenhum espécime da ictiofauna local morto no reservatório. Ao todo, foi recolhido 710 kg de peixes.

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Consta no laudo que representantes da Companhia Energética de Sinop (CES) identificaram peixes mortos na área do córrego Loanda, no dia 10 de junho.  No local ocorre resgate de material flutuante do reservatório. Os espécimes estavam em decomposição, o que leva a crer que morreram dias antes. O relatório elaborado pela equipe multidisciplinar concluiu que não é possível determinar com certeza a causa exata da mortandade dos peixes, pois não havia mais exemplares mortos no local. 

A equipe constatou uma baixa quantidade de oxigênio dissolvido na água, que pode ter sido ocasionada por diversos fatores, como: decomposição da matéria orgânica, reação com a camada inorgânica do solo inundado, início do período de estiagem e diminuição da cota de inundação. Foi constatada também a ocorrência de queimada próximo ao local do evento.
 
Uma moradora do assentamento 12 de Outubro, no Sitio Rancho Fundo, denunciou ainda que peixes estavam morrendo aos fundos de sua propriedade. No local, a Sema também não encontrou nenhuma espécie ictiofauna morta. Diante o cenário, a Secretaria determinou a instalação de dez aeradores na área visando melhorar a oxigenação da água. No entanto, não é possível correlacionar a baixa oxigenação com a morte os peixes, uma vez que os exemplares mortos não foram periciados.

A Sema asseverou ainda que segue realizando um monitoramento intenso do comportamento do reservatório desde janeiro deste ano quando teve início do processo de enchimento. Sempre que os profissionais notam alguma condição adversa, a Pasta adota as medidas necessárias para mitigar os impactos do empreendimento no meio ambiente.
 
“Conclui-se baseado em vistoria local, analise da água e resultado de amostras laboratoriais, que não foi possível determinar com certeza a causa exata da mortandade de peixes, pois não havia mais peixes mortos no local na data das vistorias e amostragem devido ao estágio de decomposição dos peixes reportado, a ocorrência de mortes icitiofauna ocorreu dias antes, provavelmente situando entre 8 e 9 de junho de 2019”, diz trecho do laudo.
 
Em fevereiro deste ano, foram recolhidos 13 toneladas de peixes mortos na região do enchimento da Usina Hidroelétrica de Sinop (UHE Sinop). Os animais morreram em decorrência de diversas inconsistências encontradas no rio, que seriam decorrentes do processo iniciado pela empresa. 
 
O laudo pericial preliminar apontou que em um trecho de 20 quilômetros, verificou-se que todas as classes de comportamento estratificados foram atingidas, ictiofauna de hábito bentônico, meia água e superfície, havendo ainda peixes mortos de todos os tamanhos. Dentre as espécies mortas, estão as mais resistentes a condições inóspitas.

A estimativa é de que havia aproximadamente 13 toneladas de animais mortos. Na água, verificou-se “a presença de odor durante os 27 km percorridos, presença de espuma não natural nos primeiros 2 km a jusante da comporta, presença de material flutuante nos 27 km, no caso além dos peixes mortos havia camada espessa de material com características macroscópicas de sólidos sedimentáveis e biomassa em degradação”, diz trecho do laudo.

3 comentários

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  • renato
    03 Jul 2019 às 16:23

    um absurdo dizer que é inconclusivo. Todos sabem o motivo .

  • Walter
    03 Jul 2019 às 16:07

    Proibir o abate de qualquer peixe por 5 anos traria folego para o meio ambiente.

  • RENATA SOARES
    03 Jul 2019 às 15:36

    oHHHH, NÃO CONSEGUIRAM DESCOBRIR. E O MUNDO FINGE QUE ACREDITA

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