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Sexta-feira, 20 de setembro de 2019

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Ethanol Bionergia prevê dobrar capacidade na produção em MT; estimativa é de 800 milhões de litros ao ano

Da Redação - Thaís Fávaro

03 Jul 2019 - 15:47

Foto: Imagem ilustrativa

Ethanol Bionergia prevê dobrar capacidade na produção em MT; estimativa é de 800 milhões de litros ao ano
O grupo mato-grossense O+ Participações e a multinacional paraguaia Inpasa iniciam neste mês de julho em Nova Mutum (238 Km de Cuiabá) as obras da planta da Ethanol Bioenergia. A previsão é que a usina produza cerca de 9200 toneladas de óleo de milho por ano, além de etanol de milho e energia elétrica com a biomassa utilizada nas caldeiras. 
 
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A parceria dos dois grupos econômicos prevê dobrar a capacidade de produção da usina de etanol no município, atingindo 800 milhões de litros por ano e se tornando uma das maiores do segmento no país. A meta é que a indústria comece a operar até o fim do ano que vem. 

O diretor-presidente da O+ Participações, Ramiro Azambuja, destaca que o grupo segue animado em negociação avançada com investidores para financiamento e aquisição dos equipamentos para implantar a indústria em Nova Mutum. "Somos uma empresa genuinamente mato-grossense e não abrimos mão dos investimentos no estado, inclusive, temos planos de expansão para novas plantas", reitera. 
 
Segundo ele, mesmo não concordando com o aumento de impostos proposto pelo governo do estado, o grupo traz no DNA o propósito não apenas financeiro, mas de também promover o crescimento de Mato Grosso. "Continuamos otimistas, com previsão de abrir milhares de empregos diretos e indiretos na região e gerar renda e movimento na economia local, sem falar que devemos arrecadar em torno de R$ 60 milhões de ICMS por ano", afirma Azambuja, ao lembrar que o milho, segunda safra cultivada em Mato Grosso, será praticamente todo absorvido pela usina de etanol.   
 
Além do etanol de milho, a previsão da Ethanol Bioenergia é produzir cerca de 9200 toneladas de óleo de milho por ano, farelos com altos teores de fibra e proteína para ração animal (DDGS e DDG) e energia elétrica com a biomassa utilizada nas caldeiras. 
 
Um dos grandes diferenciais da empresa, conforme o diretor de Projetos Paulo Rangel, será a utilização do capim Brachiaria como matriz energética, plantado em áreas de lavoura e pasto degradado da própria empresa. "Com isso garantimos a auto-suficiência da Ethanol Bioenergia, já que a sustentabilidade é uma das nossas grandes preocupações, sem falar na utilização de matéria-prima e mão de obra locais para fomentar o desenvolvimento da região", conclui. 
 
Sobre a O+ Participações

A O+ Participações é um dos maiores grupos econômicos de Mato Grosso, com empresas que atuam em diferentes segmentos do mercado nacional e internacional, com foco em agronegócio, incorporação, frigorífico de suínos, construção civil, energia limpa e negócios imobiliários.

2 comentários

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  • Aroldo Nunes
    04 Jul 2019 às 05:43

    Em vez de MT ser uma fazenda da China aonde exportamos o milho em natura, hoje temos essas usinas de etanol que geram emprego, produz etanol, óleo de milho, açúcar, Bio diesel e DVD que ração animal. Por isso não podemos deixar esse governo taxar o estanol, perderemos emprego e vamos sentir na bomba esse imposto.

  • Jader
    03 Jul 2019 às 19:57

    "Ethanol", é isso mesmo que está no título?

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