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Quarta-feira, 24 de abril de 2019

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Aneel aprova reajuste de 11,29% na conta de energia elétrica a partir da próxima segunda-feira

Da Reportagem Local - Isabela Mercuri / Da Redação - Thaís Fávaro/Isabela Mercuri

02 Abr 2019 - 17:48

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Aneel aprova reajuste de 11,29% na conta de energia elétrica a partir da próxima segunda-feira
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (2), o índice de reajuste tarifário da Energisa Mato Grosso em 11,21% para as residências e 11,49% para as indústrias. O efeito médio para o consumidor é de 11,29% e começa a valer a partir da próxima segunda-feira, 8 de abril. O reajuste anual é um processo regulado pela Aneel e está previsto no contrato de concessão da empresa. A distribuidora fornece energia para 1,4 milhão de unidades consumidoras localizadas no estado do Mato Grosso

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Os contratos apresentam regras bem definidas a respeito das contas de luz, bem como a metodologia de cálculo dos reajustes. Pela norma, o valor da tarifa poderá ser reajustado anualmente, o chamado Reajuste Tarifário Anual, e a cada cinco anos no processo de Revisão Tarifária Periódica.

Para o calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Agência considera a variação de custos associados à prestação do serviço. O cálculo leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais. O reajuste da Energisa Mato Grosso foi impactado pelo aumento dos custos de aquisição de energia, como por exemplo, da Usina Hidrelétrica de Itaipu que é precificada em dólar.

Entenda

A conta de energia elétrica é dividida em duas parcelas. A parcela 'A' inclui os custos com encargos setoriais, transporte e compra de energia, que são alheios à distribuidora – no caso, a Energisa Mato Grosso. Já a Parcela ‘B’ inclui os cursos gerenciáveis diretamente pela distribuidora local.

O cálculo do reajuste de 2019 veio na seguinte porcentagem: 0,13% a mais no transporte, 10,45% a mais na compra de energia e 2,31% a menos nos encargos setoriais (parcela A) e aumento de 3,02% na distribuição (parcela B, responsabilidade da Energisa Mato Grosso). Essa ‘diminuição’ de 2,03% nos encargos setoriais está relacionada à quitação antecipada de uma dívida, que deveria ser paga somente em abril de 2020.

Segundo Riberto José Barbanero, diretor-presidente da Energisa Mato Grosso, o aumento na distribuição foi inferior ao aumento da inflação em 2018. “Os 3% [de aumento] da distribuição tem que financiar nossas despesas operacionais, e todo investimento que a gente faz em melhorias de qualidade. Pra isso nós temos pessoal trabalhando, compra de material em grande volume, pagamento de fornecedores que prestam serviços pra nós”, explica. “A gente teria até um percentual maior, que seria algo em torno de 4%, que está dando na inflação. Mas a gente consegue uma melhor eficiência operacional, então esse quase 1% abaixo da inflação vem da eficiência da empresa”.

Sobre o grande ‘responsável’ pelo aumento da conta, a ‘compra da energia’, ele complementa: “Cada vez mais os nossos reservatórios estão sentindo no nível de água o maior consumo e aumento de demanda por energia elétrica, isso tem gerado a necessidade de mais usinas termelétricas entrarem na produção pra poder suportar toda essa carga que vem sendo demandada no Brasil, porque isso é uma malha única no Brasil, não é exclusividade de Mato Grosso. Com essa demanda aumentando no Brasil e a necessidade de incluir usinas termelétricas a diesel, com o preço do derivado do petróleo, tem colocado o custo de produção de energia muito maior, e que nós temos que apresentar na nossa conta pros clientes, embora a gente não fique com um centavo disso”.

Na prática, o valor que se paga na conta de luz é dividido em média em 31,28% para a geração de energia, 4,13% na transmissão, 39,66% para impostos (governo federal, estadual e municipal) e 24,93% na distribuição (responsabilidade da Energisa). É possível ver este valor no boleto, logo abaixo do ‘total a pagar’.

18 comentários

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  • Absurdo
    03 Abr 2019 às 13:05

    Engraçado, a empresa deu 3.65 % de reajuste para seus funcionários por causa da inflação. Pq agora pra reajustar não somou essa inflação e vai reajustar 11,29% . Kd os politicos que não fazem nada, tudo isso pq no final chega no bolso do paletó deles. Affffggg

  • O sincero
    03 Abr 2019 às 10:38

    O lucro da Energisa MT foi de 8 BILHÕES SIM ACREDITEM 8 BILHÕES essa informação saiu no balanço da empresa esse lucro astronômico o Kwh já custava 0,56 centavos um dos mais caros do Brasil agora com mais 11,2% mais essa facada no bolso do cidadão de bem, não tem cabimento a ANEEL juntamente com a Energisa MT fazerem um reajuste desse nós mato-grossenses não merecemos isso impossível ganhar um salario de 1000 reais e pagar uma fatura de 400 reais.

  • Paulo Sérgio
    03 Abr 2019 às 10:16

    Sinceramente...Acho um absurdo esse aumento, um verdadeiro assalto aos contribuintes. Alguém aqui teve aumento de salário nesse percentual ou maior? Quem nos defende?

  • Levi CUIABANO
    03 Abr 2019 às 09:54

    Acreditem, isso é só o começo! Vem mais aumentos por ai...

  • Marcos Paulo
    03 Abr 2019 às 09:31

    Que presente no aniversário de Cuiabá. Bem feito para quem votou no Bolsonaro, Selma...

  • Augusto de Souza Felix
    03 Abr 2019 às 08:43

    A energia no Brasil já é a mais cara do mundo e sua produção é a mais barata através de hidroeléctricas, por que tantos aumentos esta chovendo bem , ninguém teve um aumento de 11.29% quem esta por trás desses assaltos a população isso acaba com a industria e comercio e consequentemente os empregos pois encarcere a produção e custo no comercio...passou dos limites!

  • Leal
    03 Abr 2019 às 08:17

    Que beleza!!! E quando o governo quer fazer novas Hidrelétricas, aqui não pode porque é reserva indígena,ali mão pode porque é onde tem o besouro tal...E todo mundo é sacrificado em função de uma minoria. Porque não há como desenvolver o país sem indústrias que usam energia elt.Não há como viver em Cuiabá sem ar condicionado e ventilador...

  • Luciano Ferreira
    03 Abr 2019 às 08:09

    Este aumento é um absurdo, sendo que a inflação correspondente ao período de 2018 foi em torno de 4,5%, então não há justificativa para aplicar esse aumento de 11,2%. O órgão de defesa do consumidor (PROCON) e Ministério Público deverão intervir e impedir esse aumento abusivo e injusto para o povo de Mato Grosso.

  • observo
    03 Abr 2019 às 07:46

    DE NOVO !!!! Nao sei pq aumenta tanto.... gostaria de uma justificativa real....tipo estamos desviando verbas pra enche o bolso de alguns fulanos ...pq essa so pode ser a uma explicação

  • Antonio Carlos Diniz Salles
    03 Abr 2019 às 07:31

    Só gostaria de saber se a inflação do ano anterior foi tão alta assim? Se as concessionárias tem que fazer investimentos, o mesmo deve sair do lucro das mesmas, e não nós consumidores termos que bancar a conta para que elas lucrem mais!

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