Olhar Agro & Negócios

Domingo, 20 de outubro de 2019

Notícias / Cooperativismo

Recém-formados detalham a experiência do primeiro emprego no Sicredi

Da Redação - Vitória Lopes

01 Mai 2018 - 15:28

Foto: Reprodução

Recém-formados detalham a experiência do primeiro emprego no Sicredi
Durante a graduação ou após sua conclusão, a meta de todo jovem é entrar no mercado de trabalho e iniciar uma carreira. E o maior sonho dos recém-formados é ser contratado por uma empresa, que o estimule e ofereça trilhas para o desenvolvimento de suas habilidades e seu crescimento profissional. E neste Dia do Trabalho (1º de maio) os brasileiros têm avanços a comemorar, não maiores que os desafios a serem superados.

Leia mais:
Sicredi é reconhecido no “Prêmio ABAC Compartilhar” por atuação na área de consórcio


Formas de ingressar no mercado de trabalho

No Brasil, algumas iniciativas facilitam a entrada do jovem no mercado de trabalho, como as leis da Aprendizagem Profissional e do Estágio, que incentivam a contratação desses futuros trabalhadores por meio de parcerias entre empresas (comércio, indústria, agronegócio, instituições financeiras, etc.) e entidades de intermediação como o Centro de Integração Empresa Escola (Ciee). Ambas as legislações garantem direitos aos estudantes, como cursos de formação inicial e até remuneração.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego apontam que a Aprendizagem Profissional fechou 2017 com 386.791 jovens contratados, número estável em relação ao ano anterior, quando ocorreram 386.773 mil admissões de jovens. Esta é uma das portas de entrada dos estudantes no mundo do trabalho e tem apoio de muitas empresas, que recebem incentivos fiscais do governo. Outra maneira é o estágio, em que ainda estudando, o jovem é contrato por uma empresa e tem contato com as primeiras atividades relacionadas à profissão que escolheu.

A experiência de Fernanda Marcela Silva

Outra forma de entrar no mercado de trabalho é por conta própria. Seja durante ou depois da faculdade, muitos procuram trabalho em empresas onde acreditam que terão oportunidade para construir uma carreira. Foi o que aconteceu com a contadora Fernanda Marcela Silva, 32, que trabalha no Sicredi em Mato Grosso há 11 anos.

Natural de Salto do Céu, a 304 km de Cuiabá, ela conta que saiu de casa para cursar Ciências Contábeis na Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) em Cáceres. Nos dois últimos anos da faculdade fez estágio em um banco federal e quando terminou a graduação já tinha em mente um objetivo traçado: trabalhar em uma instituição financeira e chegar ao cargo de auditora.

Em busca do sonho, Fernanda participou de um processo seletivo na cooperativa do Sicredi Sudoeste MT, em Cáceres. Não conseguiu entrar na primeira tentativa, mas não desistiu. Participou de outra seleção e, entre 90 candidatos, foi escolhida para uma das duas vagas disponíveis. “Comecei como caixa em uma agência em Cáceres, onde fiquei por quase quatro anos. Fui promovida para a área de negócios, onde fiquei mais um tempo”. Sempre de olho nas oportunidades de crescimento oferecidas pela instituição financeira cooperativa, Fernanda participou de um processo seletivo para o departamento de auditoria na sede da Central Sicredi Centro Norte, que reúne todas as cooperativas nos estados de Mato Grosso, Rondônia Pará e Acre. A sede fica em Cuiabá.

Foi aprovada no seletivo e mudou-se para a Capital, para se realizar na tão sonhada cadeira de auditora, que ocupou por quase cinco anos, já que há dois anos e meio foi promovida a consultora de Processos, também na Central. “Desde que entrei no Sicredi ocupei cinco cargos: caixa, assistente de negócios, inspetora interna, auditora interna e agora consultora de processos. A próxima etapa é assumir uma gerência e estou me preparando para isso”.

Essa evolução na carreira de Fernanda se deve ao empenho pessoal, que nunca se acomodou e buscou conhecimento e especializações. Também é consequência do estímulo oferecido pelo Sicredi, que arcou com metade do custo de uma pós-graduação que ela fez pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e outros treinamentos em gestão e liderança. Além disso, tem aulas de inglês, que nunca tinha tido contato. “Hoje como consultora tenho que visitar todas as cooperativas. Meu trabalho exige muitas viagens, dou treinamento para colaboradores e até diretores. Tenho muito orgulho do caminho que percorri no Sicredi e não saio dessa empresa para nenhuma outra. No Sicredi há oportunidades de crescer todos os dias. Só depende de nós”.

Itamar Fernandes da Silva Júnior

Quem está indo pelo mesmo caminho de Fernanda é o jovem Itamar Fernandes da Silva Júnior, que trabalha na mesma área. Na função de assessor de Processos atualmente, ele tem se revelado um talento e tanto. Apesar da pouca idade, 20 anos, o jovem profissional já tem uma historia de ascensão profissional e demonstra muita segurança no que faz, com um apetite incomum por conhecimento, se comparado à maioria dos rapazes dessa idade.

Itamar é natural de Juína, a 733 km da Capital. Aos 17 anos passou no vestibular do Instituto Federal de Educação de Mato Grosso (IFMT) em Campo Verde, para onde se mudou para cursar a faculdade de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Quando fez 18 anos começou a distribuir currículos nas sedes das empresas e via internet. “Não demorou muito para ser chamado para entrevistas. Comecei a trabalhar como digitador em uma empresa de loteamentos. Na primeira semana de trabalho fui chamado para entrevista no Sicredi. Fui aprovado para trabalhar como auxiliar administrativo, com planilhas de Excel”, lembra.

Ele conta que os primeiros meses foram difíceis. A adaptação à nova rotina incluía idas e vindas de bicicleta de casa para o trabalho, duas vezes por dia. “Morava a uns quatro km da sede da cooperativa Vale do Cerrado, onde trabalhava. Ia de bicicleta e na hora do almoço ia comer em casa. Ainda não tinha dinheiro para almoçar perto. Era bem difícil, chegava suado e já com fome de novo”, relembra aos risos. “Mas, lembro muito bem como fui acolhido pelos colegas. O senso cooperativista foi o que mais me conquistou no Sicredi”.
 
Trabalhando com planilhas na cooperativa e ávido por conhecimento na área de sistemas e informática, Itamar começou a estudar por conta própria uma forma de automatizar a geração das planilhas e relatórios que fazia todos os dias. Criou um sistema que reduziu as atividades que levavam todo o expediente de oito horas para duas horas de trabalho. Um diretor da cooperativa percebeu o potencial do rapaz e juntos começaram a planejar programas que facilitassem a rotina da cooperativa. Um tempo depois, o mesmo diretor o indicou para uma vaga para assistente administrativo na Central do Sicredi, em Cuiabá.

“Apesar do pouco conhecimento aceitei o desafio. Não poderia perder essa oportunidade. O único problema era ter que mudar para Cuiabá e a faculdade era em Campo Verde”. Por um ano inteiro, Itamar saiu uma hora mais cedo do trabalho e ia para Campo Verde, a 137 km de Cuiabá, para estudar. Ia de carona com professores. Mesmo assim não se mostrava cansado e sempre fez cursos de formação e capacitação.

Suas metas são ousadas. “Vislumbro para daqui uns 12 ou 15 anos ter um cargo de diretoria no Sicredi, na área de tecnologia da informação, onde tenho mais facilidade e conhecimento. Para isso preciso de experiência na área de desenvolvimento e conhecimento, não só neste setor, mas também em gestão de pessoas e processos, além é claro de um bom networking”.

A ascensão profissional traçada por Fernanda e Itamar no Sicredi em tão pouco tempo é motivada pelo perfil da empresa, que busca contratar, especialmente os jovens, para que façam carreira na instituição financeira cooperativa. “Existe um grande interesse do Sicredi na contratação de recém-formados. Entendemos que esse jovem é uma tábula rasa, o que significa que nós podemos propor carreira e formação, desde que ele tenha um propósito de vida profissional que vá ao encontro das necessidades do Sicredi”, afirma a gerente de Gestão de Pessoas da Central Sicredi Centro Norte, Renata Maia. Ela acrescenta que os colaboradores contratados são empoderados logo quando chegam, com formação para desempenhar as atividades a eles atribuídas.

Para se ter uma ideia, do total de colaboradores existentes na região Centro Norte, de 2.925, 28,5% são jovens de até 24 anos. “Nós temos 246 trilhas de formação online. Significa que você está sentado em um cargo, que terá seis trilhas relacionadas à sua carreira”. Além da grande possibilidade de fazer uma carreira na instituição, que é o sonho de qualquer recém-formado, o Sicredi oferece benefícios como convênios médico e odontológico, vale alimentação, salário compatível com o mercado. “O colaborador tem uma área específica para descansar na hora do almoço em qualquer unidade e um ambiente de trabalho saudável, conforme constatado em pesquisas de clima realizadas”.

Com uma oportunidade e tanto para se construir uma carreira na instituição financeira cooperativa, a única observação feita por Renata relacionada aos jovens diz respeito ao tempo. Como esta geração é mais imediatista, ela atenta para o fato de os recém-formados se permitirem passar por todas as cadeiras oferecidas pela empresa, que não tenham pressa de crescer profissionalmente. “Há conhecimentos que só são revelados com a experiência, com o passar dos anos. Pular etapas pode não ser a melhor decisão e o mercado está de olho nisso”.
 

2 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Agro Olhar. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agro Olhar poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Aureni
    02 Mai 2018 às 15:23

    Ela é o orgulho da família eles são 5 irmãos

  • Marcinho
    01 Mai 2018 às 22:41

    Tenho orgulho dessa cooperativa....sempre dando apoio pra qem precisa

Sitevip Internet