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Domingo, 20 de outubro de 2019

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Adilton Sachetti defende que agora há clareza em definir fiscalização de trabalho escravo

Da Redação - Ronaldo Pacheco

17 Out 2017 - 16:57

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Adilton Sachetti recorda que já foi multado, quando empregador, por causa de pequenos detalhes pontuais da fiscalização

Adilton Sachetti recorda que já foi multado, quando empregador, por causa de pequenos detalhes pontuais da fiscalização

Considerado um dos líderes mais respeitados da bancada ruralista no Congresso Nacional, o deputado mato-grossense Adilton Sachetti (PSB) interpretou como necessária e em condições de prevenir injustiça. Ele entende que a decisão do ministro Ronaldo Nogueira, do Trabalho e Emprego, com aval do presidente Michel Temer (PMDB), ao baixar a Portaria MTB 1.129/2017, chega num momento crucial para disciplinar a fiscalização em cada local de trabalho.
 
“Ninguém é favorável ao trabalho escravo. O que não pode é a punição por ideologia, contra o empregador, em que se buscam brechas mínimas. Como a porta do alojamento que deve ter 90 centímetros de largura e em  que é obrigatório abrir para fora. Depende da cabeça do fiscal. Agora, a orientação está clara”, avaliou Sachetti.

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O parlamentar do PSB recordou que, quando empregador, chegou de ser autuado por causa de largura de porta e da ausência de telinha de mosquito no refeitório e no alojamento. “Não pode [haver autuação] porque não tinha telinha para segurar mosca [e mosquito], na cantina nem no alojamento. E porta fora de norma ou mesmo espessura dos colchões. Isso não tem nada a ver com trabalho escravo”, retrucou Sachetti, durante décadas esteve entre os maiores produtores e vendedores do agronegócio de Mato Grosso.
 
A portaria do Ministério do Trabalho, na avaliação de Sachetti, não chega para favorecer ou prejudicar ninguém, presente ou não na chamada ‘lista suja’ do trabalho escravo. “Não é tirar ninguém ou pôr na lista. Daqui a pouco tem o nome colocado numa lista suja e nunca mais apruma. Quando sair o nome tratou de forma degradante, o prejuízo é certo. Não por questões técnicas e normas pouco construtivas. A portaria vem dar transparência para a fiscalização”, disse o deputado do PSB, para a reportagem do Olhar Direto.
   
Adilton Sachetti pontuou que recebeu multas até porque o trabalhador se recusa a assinar a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). “Levei multas, quando era empregador, pelo simples registro em carteira. Isso é trabalho ilegal, mas não é análogo ao trabalho escravo. A ideologia impera e você tem que se defender. Não provam nada. O empregador tem que se virar depois, por questão ideológica, vítima da arbitrariedade [da fiscalização]. Alguns auditores do trabalho fazem a coisa certa; outros, por ideologia”, ponderou o deputado, citando o exemplo pessoal, para defender a Portaria 1.129/2017.
 
“Deve ser: sim, sim! Não, não! Porque análoga não é igual nem similar; não define. Tem que acabar com o conceito ideológico de trabalho escravo”, complementou Adilton Sachetti.
 

8 comentários

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  • NEY SOARES
    20 Out 2017 às 10:25

    O grande problema é a falta de critérios objetivos para a tipificação de Trabalho Análogo a Escravo e condições degradantes, fica exclusivamente ao critério subjetivo do Fiscal , o que convenhamos não é o ideal. Lembrando que todos empresários ou empreendedores rurais ou urbanos estão sujeitos a estas " fiscalizações". Então se lembrem que a próxima vitima pode ser você, se bem que aqueles os defensores destes critérios arbitrários ou são funcionários públicos ou privados que nunca deram emprego a ninguém e preferem diaristas para não serem multados nas suas casas

  • jose murtinho
    18 Out 2017 às 10:48

    O mundo todo adota o procedimento que o ilustre senhor combate, que foi modificado pela nova portaria do Ministério. O mundo evoluiu: trabalho escravo não é mais com algemas ou bola de ferro presa ao pé, com um capanga armado. Não dá para querer comparar com os problemas que ele mesmo relatou em sua fazenda, que são irregularidades. Do jeito que está indo, o trabalhador vai ter que trabalhar até morrer (reforma da previência), sem qualquer direito (reforma trabalhista) e até mesmo como escravo, em locais degradantes, com jornada exaustiva e sem mínimas condições. (nova portaria do MTrabalho). É, pessoal, estamos perdidos mesmo....

  • silvio
    18 Out 2017 às 09:49

    Representante politico sem expressão para MT, funcionário do Ministro, tem histórico no passado em fazendas dele sob suspeita de trabalho escravo, este é o Brasil de poucos, tem que ser amigo dos donos do País. Lamentável e vergonhoso e ainda fazem discurso nas "casas" falando sobre Virtude, Honra e Bondade. Homens sem moral.

  • Ellen
    18 Out 2017 às 09:39

    Muita cara de pau!

  • Feminino
    18 Out 2017 às 07:42

    Ainda bem que TRF, não acatou essa famigerada PORTARIA INCONSTITUCIONAL.

  • Edmilson Rosa
    17 Out 2017 às 20:09

    Agora os fazendeiros empresários vão nadar de braçada.... viva os escravos....pais de hipócritashipócritas

  • gilberto
    17 Out 2017 às 20:08

    Respeito o Sr Sachetti a quem reputo como um dos poucos políticos alheios a toda a bandalheira que circula no meio, Mas cá pra nos aí ele está advogando em causa própria. e Convenhamos a Raposa não é a melhor segurança para o galinheiro.

  • Manolo
    17 Out 2017 às 17:51

    Previne injustiça???? esses miseráveis usam não só a natureza mas a dignidade humana para encherem as burras de dinheiro sujo, manchado de sangue, que faz vítimas entre as crianças, mulheres, idosos...triste episódio da política nacional que legitima escravocratas, piratas!

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