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Terça-feira, 12 de novembro de 2019

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“Buraco” no mercado vai encarecer apartamentos em Cuiabá nos próximos anos

Da Redação - Lázaro Thor Borges

22 Set 2017 - 08:41

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

“Buraco” no mercado vai encarecer apartamentos em Cuiabá nos próximos anos
O setor imobiliário de Cuiabá vai sofrer um “buraco” nos próximos anos, alerta Marco Pessoz, presidente do Sindicato de Habitação de Mato Grosso (Secovi-MT). Segundo ele, os poucos lançamentos de unidades durante a crise econômica fará com que os preços aumentem a partir de 2018, uma vez que a oferta de imóveis cairá.

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“Nós vamos ter um buraco de falta de produto principalmente para classe média durante três anos, porque a grande maioria as unidades está sendo entregue este ano. E os novos empreendimentos que vão ser lançados este ano só vão ser entregues em 2020 ou 2021. E nós vamos ter um espaço vazio de 2018 a 2021 sem unidade novas no mercado”, avalia ele.

A probabilidade é de que as regiões mais afetadas com o aumento dos preços sejam a oeste e leste da Capital, onde não surgem novos empreendimentos há pelo menos dois anos. Assim, bairros como Jardim Itália, Jardim Leblon, Quilombo, Araés e Santa Rosa, ficarão ainda mais caros. 

“Por isso que eu falo: quem puder é melhor comprar hoje porque as construtoras estão negociando, parcelando, dando desconto. Nunca esteve tão bom, com um preço parado há dois anos. E o que for lançado virá mais caro. Para o consumidor nunca esteve tão bom comprar imóvel como agora, neste momento de crise tem muita gente fazendo excelentes negócios, até de imóveis usados.”, avisa.

A crise explica

Todo este cenário, segundo Pessoz, é resultado da crise que veio como uma “tsunami” entre 2015 e 2106, no período de maior turbulência política e econômica em todo país. Com medo de investir, as empresas não lançaram obras e a ação ficou concentrada na venda dos imóveis que estavam na fase final das obras. 

“A crise veio devagarzinho, primeiro uma onda, depois outra, mas aqui em Cuiabá ela chegou como um tsunami e a gente vê pelos números. Nós tivemos nove lançamentos em 2015 e em 2016 esse número caiu para quatro”, ccalcula Pessoz. 

O setor, no entanto, respira. O ano de 2017 trouxe uma aumento de 26% nos financiamentos depois de uma queda de 36% no ano passado. Os dados são do primeiro semestre deste ano. Mais de R$ 607 milhões foi movimentado no período, valor 1,2% maior do que no mesmo período de 2016. O valor comercializado em 2017 foi também maior que em 2015, quando houve um saldo de R$ 605 milhões.

Os maiores números vieram justamente da região oeste, onde 842 unidades foram comercializadas. Na região leste, os corretores venderam outras 716. As duas regiões fecharam com um saldo de R$ 295 milhões e R$ 205 milhões, respectivamente.
 

16 comentários

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  • Comprador
    25 Set 2017 às 15:45

    É pra rir ... é só analisar o que aconteceu no ultimo feirão da caixa.. excesso de opção e poucas vendas ...

  • Eli Rocha
    23 Set 2017 às 09:57

    TOM, meus parabéns! Seu comentário matou a charada! Verdade, mais do que verdadeira. Algum tempo atrás já havia comentado que se um dia a corrupção nesse Estado fosse reduzida em 50% esses apartamentos que são lançados na cidade ficariam todos, todos mesmo, encalhados. Acho que isso já começou a acontecer. Corrupto não vai mais comprar apartamentos, nem mesmo colocando em nome de "laranjas". Eles sabem que o MPE e/ou MPF estarão de olho.

  • Victor
    23 Set 2017 às 07:42

    Que bobagem. Vai quem sabe, diminuir os elefantes brancos que estao por ai. Sem dinheiro de lavagem pra comprar esse bando de imovel caro. Ainda mais com juros de 10% ao ano. O minimo pra financiar deveria ser 6 pra baixo. Bando de aproveitadores.

  • Em dúvida
    22 Set 2017 às 15:38

    MEFERREI, a MRV não vende apartamento, vende gaiola . . .

  • Julian
    22 Set 2017 às 14:39

    Se os financiamentos caíram 36% de 2015 para 2016 e agora subiram 26% em 2017, significa que ainda faltam 30% para atingir o mesmo patamar de 2015. Supondo que 1000-36%=640 e 640-26%=806,4. Logo 1000-806,4=193,6. Falta muuuito ainda para voltar à 2015. Calma aí Seo Corretor.

  • Tom
    22 Set 2017 às 13:23

    Cuiabá, cidade devastada pela corrupção onde esses corruptos compravam 80% dos apartamentos em construção, agora que estão na mira da justiça houve o encalhe dos apartamentos.

  • Morais
    22 Set 2017 às 13:22

    “Por isso que eu falo: quem puder é melhor comprar" KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  • Cuiabano
    22 Set 2017 às 13:11

    Só gênio da economia e mercado nos comentários.

  • J.Oliveira
    22 Set 2017 às 11:44

    Piada mesmo as construtoras estão parcelando a entrada em 60x, por que existe muitas unidades a venda e pouca procura, falar que havera um buraco é pura especulação existe milhares de novas casas e apartamentos prestes a serem lançados. kkkkkk vendedor é vendedor, mente do começo ao fim!!!!

  • pantaneiro
    22 Set 2017 às 10:48

    Kkkkk, piada, né! Cuiaba tem milhares de apartamentos à venda, pra todo gosto e poder aquisitivo!!!

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