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Domingo, 25 de agosto de 2019

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Com dívida de R$ 35 milhões, gasoduto em Mato Grosso dependerá de dinheiro da J&F

Da Redação - Lázaro Thor Borges

14 Set 2017 - 12:50

Foto: Reprodução

Com dívida de R$ 35 milhões, gasoduto em Mato Grosso dependerá de dinheiro da J&F
A empresa Gasocidente de Mato Grosso Ltda., responsável pela administração do lado mato-grossense do gasoduto Mato Grosso-Bolívia, registrou um passivo (dívida total) de R$ 35.786 milhões em 2016. O empreendimento pertence a Empresa Produtora de Energia (EPE) que administra a Termelétrica de Cuiabá e integra o grupo J&F Participações.

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Segundo informações do balanço financeiro divulgado pela empresa, a Gasocidente continuará dependendo do suporte financeiro proporcionado pelos seus sócios controladores. A EPE foi comprada em 2015 pela Âmbar Energia, empresa do grupo J&F Participações. A Âmbar já anunciou a compra de gás boliviano, o que deve fazer com que tanto a Termelétrica quanto o gasoduto voltem a operar.

“O sucesso de suas operações e a reversão dessa situação dependerão do êxito na implementação de planos da Administração que permitam retomar os patamares esperados da operação, sobretudo para participação ativa no mercado de energia elétrica do País, como fornecedor de energia e/ou capacidade.”, afirma trecho do balanço.

A Termelétrica de Cuiabá, oficialmente conhecida como Usina Termelétrica (UTE) Governador Mário Covas, é considerada por Wesley Batista um grande ‘deal’ de negócio. Em uma conversa gravada com o ex-assessor de Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, Batista explica que a geração de energia na termelétrica pode ser um negócio extremamente lucrativo. Saiba mais aqui.

Os prejuízos do gasoduto são resultados das sucessivas interrupções no fornecimento de gás boliviano ao Mato Grosso. Além do próprio Governo Boliviano, a Petrobrás figura como pivô dos problemas causados. Uma vez que a estatal negociava o gás diretamente no país andino e o revendia aos terceiros interessados.

Quem sofre com as questões burocráticas, jurídicas e extrajudiciais é também a Companhia Mato-Grossense de Gás (MT Gás). Em 2016, o lucro da companhia teve uma redução de 65% em relação ao ano passado. O lucro líquido decaiu dos R$ 3,9 milhões para R$ 1,3 milhão. Isso porque o rendimento da autarquia depende da estrutura do gasoduto e da Termelétrica, empresas com as quais mantém relação comercial. 

Atualização

O gasoduto a que se refere a matéria não é o chamado Brasil-Bolívia, e sim o eixo que liga Mato Grosso ao país andino, que atualmente é administrado pela Âmbar Energia. Não confundir, portanto, com o empreendimento que passa por Mato-Grosso do Sul e leva o gás boliviano ao sudeste brasileiro, que é administrado pela TBG - Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil.

Em nota, a empresa enviou errata para explicar a pequena confusão. Em respeito aos nossos leitores publicaremos aqui o material completo. 

"Informamos que a empresa GasOcidente de Mato Grosso Ltda. não possui nenhuma relação com o Gasoduto Bolívia-Brasil, este sim administrado e controlado pela TBG - Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil.
 
O Gasoduto Bolívia-Brasil, o Gasbol, conduz desde 1999 o gás natural da Bolívia para o Brasil. Começa em Rio Grande, na Bolívia e passa para o solo brasileiro em Corumbá (MS). A partir daí, estende-se por 2.593 quilômetros, atravessando 136 municípios em cinco estados (Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e termina em Canoas (RS)."

Atualizada dia 18 às 13h51

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