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Domingo, 25 de agosto de 2019

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MAPA incentiva grão de bico como alternativa à soja para ampliar renda de produtores

Da Redação - Ronaldo Pacheco

25 Ago 2017 - 08:53

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Blairo Maggi considera essencial outra leguminosa, além da soja, para reforçar a economia dos agricultores brasileiros

Blairo Maggi considera essencial outra leguminosa, além da soja, para reforçar a economia dos agricultores brasileiros

O ministro da Agricultura e Pecuária, senador mato-grossense Blairo Maggi (PP), decidiu adotar uma estratégia pouco convencional para apresentar uma nova leguminosa ao mercado internacional: incentivar a produção do grão de bico, para ajudar a suprir a exigência cada vez maior por soja, principalmente nos países da Ásia. Ele visitou mais de 600 hectares de lavoura, nesta quinta-feira (24), na Fazenda Alvorada e na Agropecuária Garbanzo, ambas localizadas na BR 251 – município de Cristalina (GO). 
 
“O grão de bico é cultivado com orientação da Embrapa em sistema de pivô central. Estamos trabalhando para promover diversificação de lavouras e mais renda para os nossos produtores”, afirmou Maggi, para a reportagem do Agro Olhar, se referindo ao avanço nas pesquisas de cultivares executadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

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“Participei hoje [ontem], em Cristalina, Goiás, da abertura da colheita do grão de bico no Planalto Central. O evento faz parte do esforço do Ministério da Agricultura e da Embrapa para ampliação da diversidade de cultivos e da renda dos produtores brasileiros”, justificou o titular do Ministério da Agricultura.
 
Blairo Maggi ponderou que é importante fomentar o cultivo da nova leguminosa. “Estamos apostando no cultivo de grão de bico por causa da crescente demanda internacional pelas leguminosas de grãos, mercado que deve chegar a 30 milhões de toneladas até 2030 só na Ásia”,  complementou Maggi, para a reportagem do Agro Olhar.
 
Renovação de convênio do ICMS
 
Num momento de grave crise economia no Brasil, os representantes da sojicultura desejam a renovação do Convênio ICMS  100, de 4 de novembro de 1997, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que vence em 31 de outubro. O convênio reduz em 60% a base de cálculo do ICMS nas saídas interestaduais de insumos agrícolas (defensivos e sementes, entre outros) e em 30% nas de farelo.
 
A revalidação da medida foi defendida nesta quarta-feira (23) durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Soja, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília.
 
“Se não houver a renovação do convênio passaremos a ter uma tributação pesada sobre o ICMS desses insumos, o que representará um prejuízo de R$ 13 bilhões por ano para o setor ”, diz o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Soja e diretor da Abrosoja (Associação dos Produtores de Soja), Glauber Silveira.
 
Segundo ele, a câmara encaminhará documento ao ministro Blairo Maggi pedindo que busque apoio das secretárias de Fazenda estaduais para renovar o convênio. “Falam em prorrogar até dezembro, mas isso não é suficiente.”

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