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Quarta-feira, 20 de novembro de 2019

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Novacki defende reconhecimento dos produtores brasileiros e critica subsídios dos mais ricos

Da Redação - Naiara Leonor

03 Out 2016 - 18:03

Foto: Da Assessoria

Novacki defende reconhecimento dos produtores brasileiros e critica subsídios dos mais ricos
Reconhecimento enfrente ao cumprimento das leis ambientais é o que o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki destacou em seu discurso na reunião de ministros da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), realizada em Roma nesta segunda-feira (03). Ao apresentar dados da Embrapa, Novacki mostrou que a produção agropecuária brasileira se baseia na preservação ambiental, tecnologia, inclusão social e consciência do produtor.

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Reconhecendo a rigidez da legislação ambiental brasileira como uma das maiores do mundo por obrigar os produtores a preservar entre 20% a 80% da vegetação nativa, dependendo da região, o secretário-executivo do Mapa comentou as consequências para o país com relação ao comércio internacional. "Tudo isso sem os subsídios que distorcem o comércio internacional e agravam o abismo entre os países desenvolvidos e aqueles que querem chegar lá", afirmou.

As questões ambientais e dos subsídios levadas por Novacki ao debate na FAO foram bem recebidas pelos participantes da reunião, especialmente pelos representantes do governo argentino, que pediram a ampliação das discussões.

O encontro na FAO tratou de tendências de longo prazo dos preços das commodities e o desenvolvimento sustentável da agricultura. Novacki destacou que Brasil preserva 61% das suas terras e apenas 28% do território é utilizado para produzir alimentos. "Isso tem que ser visto como um ativo, visto que ao preservar parte da sua propriedade, os agricultores brasileiros estão dando ao mundo sua contribuição na conservação da biodiversidade e no enfrentamento das mudanças climáticas".

Novacki criticou duramente os subsídios concedidos pelos países ricos aos seus produtores afirmando que essa prática distorce o comércio, pois tendem a aumentar a volatilidade dos preços das commodities. "As consequências são sentidas pelas camadas mais pobres da população".

Novacki também falou sobre o Plano Agro+, que até agora já recebeu 335 demandas do setor produtivo para desburocratizar normas e procedimentos do ministério. Do total, 87 foram resolvidas – entre elas, a agilização do processo de registro de produtos de origem animal e a reinspeção nos portos. "Estamos trabalhando em ritmo acelerado para resolver os gargalos", acrescentou.

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