Olhar Agro & Negócios

Sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Notícias / Agricultura

Sem chuva, propriedades em Mato Grosso registram perdas de aproximadamente 60% da lavoura

Da Redação - Viviane Petroli

14 Dez 2015 - 16:00

Foto: Do Internauta

Sem chuva, propriedades em Mato Grosso registram perdas de aproximadamente 60% da lavoura
A falta de chuva em Mato Grosso tem prejudicado as lavouras de soja. Em algumas propriedades não chove há 40 dias e as perdas chegam a cerca de 60%. Segundo os produtores, o baixo volume de chuvas e as altas temperaturas provocadas pelo fenômeno El Niño preocupam. Governo de Mato Grosso revela estudar meios de auxiliar os produtores prejudicados com as intemperes climáticas, principalmente no que diz respeito à solicitação em Brasília (DF) da prorrogação do pagamento de crédito de investimentos.

Mato Grosso na safra 2015/2016 deve semear 9,2 milhões de hectares com soja. As projeções a princípio são de 29 milhões de toneladas. Entretanto, os números podem não se concretizar tendo-se em vista a falta de chuvas.

Levantamento recente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revela que até o dia 27 de novembro cerca de 281,8 mil hectares tiveram de ser replantados em Mato Grosso, o equivalente a 3,1% da área total destinada para a oleaginosa. O desembolso para tal extensão foi de R$ 64 milhões para o replantio.

Leia mais:

Sojicultores em Mato Grosso desembolsaram R$ 64,8 mi com replantio por falta de chuvas

Nas regiões mais afetadas, como o Médio-Norte e o Vale do Araguaia, há informações de produtores que ainda não realizaram o replantio e até mesmo nem o iniciaram aguardando as chuvas.

Em Sorriso, por exemplo, cerca de 10% dos 620 mil hectares tiveram de ser replantados. “Há produtores que perderam 60% da lavoura. Temos propriedades há 40 dias sem chuva e temos propriedades com três dias”, comenta o produtor de Sorriso, Laércio Lenz. Segundo ele, as plantas estão abortando as vagens e com dificuldades de enchimento dos grãos.

Conforme Lenz, os produtores em Sorriso estão realizando semanalmente análises das lavouras e documentando a situação para ter segurança jurídica na hora de renegociar com as tradings a produção já comercializada. “Infelizmente ainda não sabemos o quanto de perdas podemos ter, pois o plantio ainda ocorre e podemos ter chuva nestas áreas. O que plantamos antes já está praticamente perdido”.

Em Lucas do Rio Verde, de acordo com o produtor Júlio Cinpak, de modo geral a produtividade não deve ser prejudicada caso as previsões climáticas (chuva) se concretizarem.

  Foto:GCom-MT
Segundo o vice-governador de Mato Grosso Carlos Fávaro, a situação é preocupante, pois Mato Grosso é um estado com a economia movida pelo agronegócio. Os impactos sentidos na crise econômica no Brasil em 2015 de modo geral não foram sentidos em Mato Grosso, contudo os mesmos deverão vir em 2016.

“A crise climática pela qual Mato Grosso passa em decorrência ao El Niño, pode afetar ainda mais a situação econômica de Mato Grosso. Há 50 anos não víamos um clima assim no estado. Quem replantou não deverá ter margem de lucro, pois desembolsou mais que o esperado. Já entrei em contato com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo, para reunirmos as entidades e sair a campo com o Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) para avaliar a situação das lavouras e buscar um meio de auxiliar os produtores, principalmente em Brasília com a solicitação da renegociação do financiamento de crédito para investimento”, declara Fávaro.

O vice-governador revela que o Governo do Estado está preocupado diante a situação, após relatos de produtores. “Há lavouras com situações diferentes entre um talhão e outro, ou seja, em uma mesma propriedade há áreas com ocorrência ‘frequente’ de chuva e outras não, por exemplo”.

5 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Agro Olhar. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agro Olhar poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Natalie
    13 Fev 2016 às 19:48

    CULPA DELES PRÓPRIOS. Soh querem saber de desmatar pra plantar grãos e encher seus bolsos , mas se esquecem da necessidade de PRESERVAR área de reserva legal e área de preservação permanente impedindo assim o ciclo da chuva no microclima . Estão colhendo o que plantou !!!!

  • Eduardo
    15 Dez 2015 às 21:17

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Guilherme Verona Ghellere
    15 Dez 2015 às 19:17

    Exatamente. Porém, a China obriga-se a poluir de maneira desmedida, para produzir produtos necessários e também os "não tão necessários" aos países ricos. Sendo que não pode abrir mão de tal comportamento, devido ao estrangulamenro econômico, pois produz muito barato por questões de sobrevivência. O que me dá mais nojo é de ver os países ricos preocupados com o clima, que sem dúvida é um assunto de extrema importância. Porém, tudo faz parte de uma cadeia em que todos estão se beneficiando de alguma forma, porém todos são a favor das mudanças, no entanto ninguém quer abrir mão de nada. Todos querem a mudança, mas ninguém quer ser a mudança.

  • Carlos
    14 Dez 2015 às 22:55

    É o preço da destruiçao do Planeta. A poluiçao da China, paradoxalmente, afeta a temperatura do Oceano Pacífico que prejudica o clima do local onde produz alimento pra exportar pra própria China. É o mundo é pequeno, o Planeta é único. Refletimos irmaos

  • Andes
    14 Dez 2015 às 16:46

    Começou o terrorismo!

Sitevip Internet