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Terça-feira, 07 de abril de 2020

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Curso em Mato Grosso foca preservação de enxames de abelhas sem ferrão

Da Redação - Viviane Petroli

27 Out 2015 - 10:05

Foto: Agência de Notícias/Embrapa

Curso em Mato Grosso foca preservação de enxames de abelhas sem ferrão
A preservação de enxames de abelhas sem ferrão, chamadas de meliponas, em Mato Grosso é considerada essencial para a polinização de diversas culturas, como a da Castanha-do-Brasil, melancia, melão e cupuaçu. A preservação de tais abelhas é o foco do curso de capacitação que está sendo realizado pela Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, em parceria com o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea).

O módulo especial da Capacitação Continuada da Apicultura com foco em Meliponicultura tem início nesta terça-feira, 27 de outubro, e segue até quinta-feira, 29, na sede da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop.

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O curso visa transferir conhecimento sobre as abelhas sem ferrão, buscando à preservação de enxames.

De acordo com a Embrapa, as meliponas são abelhas nativas das Américas do Sul e Central. A principal característica delas é a prestação de serviço ambiental na polinização das plantas.

A Embrapa destaca que algumas espécies de meliponas produzem mel, contudo em menor quantidade em relação a produção das abelhas do gênero Apis.

O coordenador da Capacitação e agrônomo do Indea, Jefferson Banderó, explica que as abelhas sem ferrões realizam serviço gratuito de polinização. Ele destaca que no Hemisfério Norte tal gênero de abelhas não existe, tanto que "agricultores precisam alugar enxames para fazerem esse trabalho".

Banderó comenta, ainda, que a redução das áreas de vegetação nativa estão reduzindo em grande quantidade os enxames de tais abelhas. Ele frisa que a capacitação visa difundir a necessidade destes insetos no meio ambiente.

"Essas abelhas fazem a polinização de plantas frutíferas e hortaliças. Como fazem isso gratuitamente, o agricultor não dá a devida importância. Mas com a redução dos locais para elas nidificarem, os enxames podem desaparecer. Aí o agricultor sentirá a falta delas. Com a meliponicultura, agricultores podem aumentar a produção com uma polinização mais eficiente e ainda podem ter uma fonte de renda com a produção de mel, mesmo que seja pequena", pontua Banderó.

Em 2014 Mato Grosso produziu 471 toneladas de mel, segundo levantamento da Produção da Pecuária Municipal (PPM) 2014, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

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