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Produtividade na bovinocultura em Mato Grosso cresce quase 70% em 10 anos

Da Redação - Viviane Petroli

14 Out 2015 - 11:28

Foto: Assessoria Acrimat

Produtividade na bovinocultura em Mato Grosso cresce quase 70% em 10 anos
O uso de tecnologia e investimentos na bovinocultura de Mato Grosso proporcionou um aumento de 68,8% na produtividade na última década. Com o “produzindo mais em menos”, ou seja, sem a necessidade da abertura de novas áreas, os pecuaristas conseguiram elevar a produtividade de 2,15 arrobas por hectare em 2004 para 3,63 arrobas por hectare em 2014.

Em Mato Grosso o “boi verde” predomina. Prova disso, que o sistema de engorda no pasto prevalece em 61,9% das propriedades ainda.

Os dados constam no “Panorama da Pecuária de Mato Grosso”, apresentado nesta quarta-feira, 14 de outubro, pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). O estudo é baseado em 1.469 questionários respondidos por pecuaristas durante o “Acrimat em Ação 2015”, realizado entre março e maio.

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O levantamento revela que em Mato Grosso o sistema de Cria predomina. Dos 1.469 produtores entrevistados 31,1% possuem apenas o sistema de Cria, enquanto o sistema de produção de Ciclo Completo vem em seguida com 28,2%.

Segundo o estudo, 86,2% dos pecuaristas entrevistados realizaram algum tipo de investimento na atividade nos últimos cinco anos. O principal investimento foi à reforma de pasto com 36,8%, seguido de compra de animais com 19,8% dos entrevistados, 16,8% dos investimentos foram feitos em benfeitorias, 14,4% em maquinários e 12,3% em genética.

A busca de financiamento para tais tipos investimentos segue como principal fonte de crédito do pecuarista, como apontado por 54,7% dos entrevistados. O FCO é o principal com 66,6% da procura.

Para 50,7% dos 1.469 pecuaristas entrevistados a burocracia é a principal dificuldade na hora de se obter financiamento para a bovinocultura.

“Esse estudo nos proporciona uma avaliação da pecuária em Mato Grosso. Um perfil de como ela tem se desenvolvido e como deverá seguir nos próximos anos. Temos visto aumento de produção sem ter de abrir novas áreas”, destaca o presidente da Acrimat, José João Bernardes.

Conforme o superintendente da Acrimat, Olmir Cividini, o levantamento não é um Censo da Pecuária, mas um estudo para entender como ela está e o que ainda falta para melhorá-la.

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