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Segunda-feira, 21 de outubro de 2019

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Minerva Foods encerra operação e demite 701 funcionários

Da Redação - Viviane Petroli

06 Jul 2015 - 14:19

Foto: Reprodução/Internet

Minerva Foods encerra operação e demite 701 funcionários
A Minerva Foods anunciou o fechamento de sua planta de Mirassol D'Oeste (288 quilômetros de Cuiabá, na região Sudoeste) nesta segunda-feira (06). O encerramento das atividades está relacionado a uma readequação das operações da companhia no Brasil. O fim do município levou ao desligamento de 701 funcionários. Com o fechamento da planta sobe para 19 o número de frigoríficos paralisados em Mato Grosso e aproximadamente cinco mil demissões.

Em comunicado enviado para a imprensa a Minerva Foods salientou que "estão garantidos todos os direitos trabalhistas dos funcionários da planta que forem desligados e que não deixará nenhuma pendência financeira com os colaboradores, com o Estado de Mato Grosso e com a cidade de Mirassol D´Oeste".

Com o fechamento da planta da Minerva Foods, em Mirassol D’Oeste, sobe para 19 plantas frigoríficas com atividades encerradas nos últimos dois anos. Nos últimos cinco meses, com isso, chegam a seis plantas: duas em Rondonópolis, uma em Cuiabá, uma em Sinop, uma em São José dos Quatro Marcos e agora uma em Mirassol D’Oeste.

Em Mato Grosso existem 43 frigoríficos, de acordo com o Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), sendo 19 paralisadas.

Leia mais:
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No dia 02 de julho o Grupo JBS anunciou a paralisação das atividades da sua unidade em Cuiabá, levando a demissão cerca de 500 funcionários. Em meados de junho o Grupo Frialto paralisou suas atividades em Sinop na planta de abate e processamento de carnes. Com a parada das atividades 700 funcionários foram dispensados.

Em entrevista recente ao Agro Olhar o presidente do Sindifrigo, Luiz Freitas, revelou que a capacidade instalada de abate e processamento de carne em Mato Grosso é “duas vezes maior que a oferta de animais”. Tal ociosidade ocorre há aproximadamente dois anos. “Nada mais é que um ciclo da pecuária. Isso é verificado a mais ou menos a cada seis anos. Estamos a cerca de quatro anos com o rebanho praticamente estagnado. Em todas as regiões do estado há plantas com atividades paralisadas", declarou ao Agro Olhar.

Conforme o Agro Olhar já comentou, Mato Grosso possui um estoque de bovinos machos, com mais de 24 meses, de 3,9 milhões de cabeças prontas para o abate em 2015. O resultado é o pior dos últimos nove anos. De acordo com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o baixo estoque de machos é reflexo do grande volume de matrizes encaminhadas para o abate entre 2011 e 2013, o que comprometeu a oferta de animais para reposição. Entre 2011 e 2013 o volume de fêmeas destinadas para o abate era superior a 50% do volume total de animais encaminhados para os frigoríficos. Uma recuperação tende a ser sentida a partir de 2016.

Confira a nota da Minerva Foods:

A Minerva Foods comunica o fechamento da planta de Mirassol D´Oeste (MT) nesta segunda-feira, 6 de julho, e o desligamento dos 701 funcionários da unidade. A decisão de encerrar a operação na cidade representa uma readequação das operações da companhia no Brasil como forma de obter melhorias de eficiência em rendimento, economia de custos por aumento da otimização da capacidade instalada e incremento de rentabilidade por reequilíbrio geográfico de suas operações.

A empresa ressalta que estão garantidos todos os direitos trabalhistas dos funcionários da planta que forem desligados e que não deixará nenhuma pendência financeira com os colaboradores, com o Estado de Mato Grosso e com a cidade de Mirassol D´Oeste.

Aos seus clientes dos mercados interno e externo, a empresa reitera que o encerramento desta operação não acarretará nenhum impacto, pois, neste processo de ajuste operacional, as demandas serão absorvidas por outras unidades.

A empresa aproveita para agradecer todo o apoio que recebeu da cidade de Mirassol D´Oeste e do Estado de Mato Grosso no período em que manteve a operação na região.

10 comentários

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  • jose marcio casagrande
    07 Jul 2015 às 09:25

    O país esta praticamente todo endividado por culpa de uma politica corrupta e criminosa.

  • Luiz José de Abreu
    07 Jul 2015 às 09:16

    O pior ainda ta por vir com a ameaça do governo do estado em tirar os incentivos fiscais das empresas instaladas em nosso estado. Aí que a coisa vai ficar complicada.

  • joaoderondonopolis
    06 Jul 2015 às 20:48

    Os brasileiros calados e sossegados estão vendo a incompetência e os desmandos do governo federal, era uma vez um país chamado Brasil.

  • Valdir
    06 Jul 2015 às 19:45

    Com os custos da mão de obra, impostos altíssimos, as empresas estão se automatizando , com isso ocorre as demissões. Vai piorar, apertem os cintos.

  • Helio
    06 Jul 2015 às 17:37

    GENTE , O GOVERNO ESTADUAL ESTÁ TRATANDO O EMPRESARIADO COMO BANDIDO! RESULTADO:FECHAR AS PORTAS E DESEMPREGO. HOUVE EVASÃO DE INVESTIDORES EM GRANDE NÚMERO! O ESTADO ESTÁ QUEBRANDO....

  • Ademir
    06 Jul 2015 às 17:08

    Parabéns PT!!!! Acaba com o Brasil aos poucos mesmo, tira o emprego de todos que votaram em vocês, é isso o presente de grego que dão para o povo brasileiro, pedir esmola na rua, e a eles somente dinheiro de corrupção e poder, viva o PT!!

  • Urbano
    06 Jul 2015 às 17:04

    Só trabalham sonegando IMPOSTOS , agora o serco está fechando e a desculpa é a crise..Acaba sobrando para o coitado asalariado sem o seu ganha pão d cada dia.

  • Mane
    06 Jul 2015 às 15:39

    Recordar é viver e saber. Décadas de 80 e 90 a moda era CONCORDATA!!! Como a moda , ai está de nôvo de volta a CONCORDATA!!!

  • claudomiro
    06 Jul 2015 às 15:29

    Alguém vai levar o calote, depois eles reabrem com outro nome de fantasia.

  • Milkao
    06 Jul 2015 às 14:52

    Lamentável essa notícia, ruim para a classe trabalhadora, péssimo para o empresariado, o município já castigado fica com o ônus, estado contabiliza perdas, mas todos éramos cientes que em algum momento a bolha estouraria! Fruto dos desmandos e ingerência do governo do PT, onde criou sua política ilusória, extraindo de que produz e paga impostos, mas a fonte secou a tempos, e agora José? O empresário que ainda persiste, não é pq ele quer, é pq não tem condições de parar!!!

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