Olhar Agro & Negócios

Domingo, 20 de outubro de 2019

Notícias / Meio Ambiente

Estudo busca indicar o barueiro para produção energética e de frutos

Canal do Produtor

19 Mar 2015 - 16:11

O experimento “Efeito do espaçamento na produção de biomassa do Barú (Dipteryx alata Vog.) para energia em solos de diferentes posições de paisagem do Cerrado", implantado na Fazenda Entre Rios, localizada na região do PADF, na cidade de Planaltina-DF, no ano de 2012, avalia a potencialidade do barú para produção de energia (carvão vegetal e lenha), frutos e castanha. O estudo comparativo da produtividade acontece em dois tipos de solos bem comuns do Bioma Cerrado, que são o Latossolo Vermelho que é bem desenvolvido e profundo, e o Cambissolo Háplico um solo com menor desenvolvimento e profundidade.

O estudo busca criar um sistema de produção que proporcione a maior produção de biomassa para o uso de espécies nativas como alternativas para agregar renda a propriedade rural e conservação destas espécies. Os dados obtidos nos dois tipos de solo serão armazenados em planilhas para análise estatística.

Além dos resultados econômicos, outro aspecto importante é que esses resultados podem ser opção para o produtor em relação ao Código Florestal, “A espécie (Dipteryx alata Vog.) vulgarmente conhecida como Barú, pode ser usada em plantios e manejo do Cerrado em pé, tanto na área de reserva legal como na de preservação permanente.”, diz o pesquisador Edinelson José Maciel Neves, Engenheiro Florestal e pesquisador da Embrapa Florestas.

No período de 09 a 12 de fevereiro de 2015 foram realizadas mais uma das avaliações do experimento pelos pesquisadores da Embrapa Florestas, Alisson Santos, Edinelson Neves e João Bosco Vasconcellos com o apoio do técnico Roberto Ogata. Aos 25 meses de idade a espécie ainda não apresentou floração. Neste período também foram feitas medições de diâmetro a altura do colo, altura total das plantas e diâmetro da copa, e avaliados os parâmetros de sobrevivência e ataque de pragas e doenças.

Dois aspectos chamaram a atenção dos pesquisadores, a mortalidade de 14% mesmo após o replantio, percentual considerável elevado, e a amplitude dos atributos de crescimento, possivelmente pelo fato das mudas terem sido originadas de sementes sem qualquer seleção genética. É esperado que com o passar do tempo e maior desenvolvimento das plantas, ocorra uma diluição dessas diferenças de tamanho e os efeitos do tratamento reflitam nos atributos silviculturas e nos de produção de frutos.
Sitevip Internet