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Domingo, 15 de setembro de 2019

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Agricultores familiares têm anseios ouvidos nos primeiros dias de governo Taques

Da Redação - Viviane Petroli

11 Jan 2015 - 09:51

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Agricultores familiares têm anseios ouvidos nos primeiros dias de governo Taques
As reivindicações de agricultores familiares de Mato Grosso começaram a ser ouvidas pela nova gestão do governo de Mato Grosso. O auxílio ao setor era uma das promessas de campanha do governador Pedro Taques. Entre as demandas estão desde a colocação de uma caixa d'água e bomba d'água até construção de estrutura para irrigação. Hoje, aproximadamente 70% dos alimentos na mesa dos mato-grossenses, no que diz respeito à hortifrutis, vêm de outros Estados, em especial São Paulo e Goiás.

Na última sexta-feira (09) o vice-governador Carlos Fávaro participou de um encontro com agricultores da Horta Santa Edviges, localizada em Chapada dos Guimarães, juntamente do secretário da Agricultura Familiar e Regularização Fundiária, Suelme Evangelista e o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), Guilherme Nolasco.

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Mato Grosso conta hoje, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), até 2014, com 86.167 estabelecimentos da agricultura familiar, o equivalente a 76% dos estabelecimentos agropecuários do Estado. Destes 86% dos pequenos produtores produzem mandioca e 72% leite.

De acordo com Carlos Fávaro, as demandas dos agricultores familiares "são reivindicações singelas" que serão atendidas na medida do possível.

"Precisamos respeitar a contenção de gastos por 90 dias, com as excepcionalidades, de forma transitória e emergencial para que o estado tenha as suas contas recompostas, para que o estado possa também começar praticar políticas públicas com qualidades e honrar seus compromissos com os cidadãos", declarou o vice-governador.

O vice-governador declarou ainda que a ajuda aos agricultores familiares em Mato Grosso não será "por esmola" e sim pelo governo acreditar no segmento.

Conforme o secretário de Agricultura Familiar, Suelme Evangelista, que o foco de sua pasta são os pequenos produtores. Em sua opinião "É uma vergonha trazer 70% da produção que vai pra mesa do cidadão mato-grossense de outro estado, vamos mudar isso".

6 comentários

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  • Luciana Arruda
    12 Jan 2015 às 15:50

    Pura demagogia,esse vice-governador e o secretário são ligados aos grandes produtores da agronegócio.Os pequenos estão ferrados nesse governo!!

  • NEIDE MARIA
    12 Jan 2015 às 10:11

    Quem traz alimentos para a mesa dos mato-grossenses é a agricultura familiar. Porém, aquela que já existe cerca de 150 anos, estabelecidas por italianos, alemães, poloneses, espanhóis e japoneses imigrantes nos estados do sudeste e sul do Brasil. Mato Grosso até agora, só cultiva poucas hortaliças, mandioca e melancia. Os estados do sudeste e sul, produzem grãos, verduras, frutas, legumes, raízes, condimentos um conjunto infinito de variedades de alimentos, que abastecem o centro-oeste, em especial Mato Grosso. E são milhares de carretas todos os dias de produtos que abastecem MT. Certo? É preciso prestar mais atenção nisso! Agricultura familiar em Mato Grosso é uma forma de criar famílias assistidas pelo estado, não de produzir de fato. Os poucos que produzem nunca foram atrás de receberem nada do estado. Já fazem por suas próprias expensas.

  • Paulo
    12 Jan 2015 às 09:18

    Parabéns ao vice-governador. Que continuem com esses propósitos até o último dia do governo. Realmente já tinha passado da hora de olhar para os menos favorecidos, dando-lhes apoio para que possam crescer e ajudar o estado em suas demandas.

  • JOSÉ ANTONIO MESQUITA
    12 Jan 2015 às 07:59

    Estou gostando do olhar do Secretário para a agricultura familiar! Implantação do CEASA o mais rápido possível para absorver a nossa produção!

  • antonio carlos
    11 Jan 2015 às 11:59

    Sr. Secretario, o pequeno nunca teve acesso a nada no governo passado. Na Seddraf no Intermat, só trabalhavam para os grandes latifundios, grandes grupos de Fazendeiros. Os pequenos sempre ficam na marginalidade, nunca tiveram vez. Tudo se comprava, tudo era vendido. Nenhum projeto com viabilidade econômica e financeira foi implantado. Sempre os deputados mandaram e desmandaram na Sedraf e Intermat. Espero que dessa vez seje diferente.

  • iveth alves oliveira
    11 Jan 2015 às 11:28

    Tem que dar apoio a esses produtores que traz alimentos as nossas mesas,e garante a sua renda familiar. Parabéns Secretário

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