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Quarta-feira, 12 de junho de 2024

Notícias | Logística

Embarques da Copersucar cairão 80% em janeiro em Santos

Até o momento neste mês a Copersucar já embarcou 30 mil toneladas, e a programação dos navios indica mais uma embarcação prevista para atracar e carregar mais 60 mil toneladas.


Em janeiro de 2013, a Copersucar escoou quase 460 mil toneladas pelo porto de Santos, segundo o acompanhamento da agência.

O Terminal Açucareiro Copersucar (TAC) da Copersucar no porto de Santos foi atingido por grave incêndio em outubro do ano passado, que destruiu cerca de 180 mil toneladas e interrompeu temporariamente a movimentação no local.

O acidente levou a Copersucar a emitir avisos de força maior para exportadores independentes.

Com o fogo contido, a empresa deu início a um trabalho de recuperação das instalações afetadas. No final do ano, a Copersucar informou que os embarques em Santos seriam retomados em janeiro, movimentando inicialmente cerca de 250 mil toneladas. Mas acrescentou que a operação normal só será retomada em fevereiro de 2015.

A assessoria da Copersucar informou que a companhia não teria um porta-voz disponível nesta quinta-feira para comentar o assunto, e reiterou as informações divulgadas no final de 2013.

A empresa também informou anteriormente que redirecionaria suas exportações para terminais no porto de Paranaguá (PR).

O presidente do sindicato dos operadores de equipamentos nos portos e terminais marítimos do Estado de São Paulo (Sindogeesp), Guilherme do Amaral Távora, disse que as operações começaram de forma cautelosa.

"O terminal da Copersucar já está operando e armazenando carga, mas de maneira precária... esperávamos uma demora até maior para começar", disse Távora.

Ele explicou que inicialmente os embarques foram feitos a partir do reaproveitamento de cargas de açúcar ensacado não afetadas pelo incêndio, mas agora a companhia já está recebendo e armazenando açúcar no seu terminal.

Além disso, Távora observou que a empresa também fez acordos com a Rumo, grande operadora logística de açúcar, e outras empresas para desviar, armazenar e escoar cargas por outros terminais.

"Na realidade ficou uma linha de transmissão de carga, o embarque está sendo feito, mas não naquela velocidade (de antes)", disse o presidente do sindicato.
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