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Sábado, 22 de junho de 2024

Notícias | Logística

Pró-Logística prevê escoamento de 17 mi/t pelo Arco Norte em 2014/15

Os portos do Arco Norte, região compreendida pelos Estados do Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre e Maranhão, deverão escoar na safra 2014/15 17 milhões de toneladas de grãos ante uma capacidade operacional para até 22 milhões de toneladas. Itacoatiara (AM) tem capacidade de 4 milhões de toneladas, Santarém (PA), de 3 milhões de toneladas, Vila Conde (PA), de 6 milhões de toneladas, e Itaqui (MA), de 9 milhões de toneladas. Incluindo também os portos de Outeiro-Belém (PA) e Santana-Macapá (AP), em fase de licitação, o diretor executivo do Movimento Pro-Logística, Edeon Vaz, projeta uma capacidade final de escoamento de 61 milhões de toneladas pelo Arco Norte.


'O Arco Norte leva vantagem sobre os portos de Santos e Paranaguá porque está próximo ao canal do Panamá, o que permite reduzir em dois dias a ida para China', disse durante conferência 'Desafios de Logística e Armazenagem no Agronegócio', que está sendo realizada nesta quinta-feira, 28, em São Paulo.

Em 2013/14, Mato Grosso deverá embarcar um total de 9,5 milhões de toneladas de grãos pelo Arco Norte, afirma Vaz. Segundo ele, serão 5 milhões de toneladas por Porto Velho (RO), 2,2 milhões de toneladas por Miritituba (PA), 800 mil toneladas por Santarém e 1,5 milhão de toneladas por Itaqui. Para 2014/15, ele prevê que o volume escoado pelo Estado nos portos da região possivelmente chegará 14 milhões de toneladas.

Armazenagem

Além da questão da infraestrutura portuária, o diretor executivo do Movimento Pró-logística alerta para a necessidade de se investir em armazenagem nos polos agrícolas, para evitar que a pressão de escoamento da safra encareça o frete. Conforme ele, o custo médio do transporte de Sorriso a Santos passou de US$ 108/tonelada em 2012 para US$ 133/tonelada em 2013. Hoje, os produtores mato-grossenses conseguem estocar pouco mais de 29 milhões de toneladas de grãos. 'Estamos construindo armazéns para mais 6 milhões de toneladas, mas ainda ficamos com um déficit de 19 milhões de toneladas', revela Vaz.
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