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Domingo, 16 de junho de 2024

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‘Pesos pesados’ da engenharia rodoviária apresentarão propostas pela BR-163

O prazo para duplicação de todo o trecho é de quatro anos e a concessionária poderá começar a cobrar pedágio a partir de 10% das obras prontas.

Foto: Ilustração

Concessionária terá que duplicar rodovia e poderá explorar nove praças de pedágio por 30 anos

Concessionária terá que duplicar rodovia e poderá explorar nove praças de pedágio por 30 anos

Cinco empresas individuais e dois consórcios apresentaram propostas para concorrer à concessão de exploração comercial – por meio de cobrança de pedágios – dos 855 quilômetros da BR-163, entre a divisa de Mato Grosso com Mato Grosso do Sul até ao município de Sinop.


O prazo para os interessados entregarem a documentação terminou às 12h desta segunda-feira e o vencedor do leilão será conhecido na quarta-feira, às 10h (de Brasília), na BM&FBOVESPA, em São Paulo.

Entre as empresas interessadas estão ‘pesos pesados’ da construção rodoviária, como Odebrecht, CCR, Triunfo, Ecorodovias, Via Engenharia, Invepar e Galvão Engenharia (conheça todas no final do texto).

O leilão gera interesse devido à grande possibilidade de retorno do investimento. Nas letras frias do projeto, a estimativa é de 7%. Mas o trecho é um dos mais movimentados do país na época de safras e as construtoras visualizam bons lucros no decorrer dos 30 anos de concessão.

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BR-163 terá nove praças de pedágio entre Sinop até a divisa com Mato Grosso do Sul

Segundo cálculos já feitos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), por exemplo, apontam que, nos meses de pico das safras de soja e de milho, trafeguem cerca de 10 mil bitrens por dia entre Sinop e Rondonópolis. Como cada bitrem tem entre sete a nove eixos e, com a cobrança em torno de R$ 5 por eixo, estima-se que cada carreta pagará cerca de R$ 40 em cada praça de pedágio.

Como em todo o trecho de 855 km serão nove praças de pedágio, os cálculos apontam para faturamento diário acima de R$ 2 milhões somente com o trânsito de caminhões. Para reforçar a conta, ainda entrarão as contribuições dos automóveis, ônibus e utilitários.

Mas, para começar a faturar, a concessionária terá que investir. Além da cota milionária que terá que pagar ao governo federal, precisará duplicar cerca de 450 km de estrada (cerca de 400 estão sendo feitos pelo Dnit), além de construir viadutos, passarelas, implantar balanças, câmeras de segurança, disponibilizar guinchos, ambulâncias com equipes médicas, radares para controle de velocidade, dar manutenção constante na pista, entre outros dispêndios.

O prazo para duplicação de todo o trecho é de quatro anos e a concessionária poderá começar a cobrar pedágio a partir de 10% das obras prontas.

Confira abaixo os grupos que disputarão o leilão da BR-163 e empresas que formam cada um dos consórcios:

- Consórcio Rota do Futuro: Ecorodovias infraestrutura e logística S/A; Coimex Empreendimentos e Participações Ltda; Rio Novo Locações Ltda; Tervap Pitanga Mineração e Pavimentação; Contek Engenharia S/A; A. Madeira Indústria e Comércio Ltda; Urbesa Administração e Participações Ltda.

- Investimentos e participações em infraestrutura (Invepar): Invepar

- Consórcio integração: Fidens Engenharia S/A; Construtora Artepa M. Martins S/A; Via Engenharia S/A; Construtora Barbosa Mello S/A; Carioca Christiani-Nielsen Engenharia S/A.

- Companhia de Participações em Concessões (CCR): CCR

- Galvão Engenharia S/A: Galvão Engenharia

- Triunfo participações e Investimentos S/A:  TPI (Triunfo Participações)

- Odebrecht S/A: Odebrecht S/A
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