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Sábado, 22 de junho de 2024

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Pavimentação da BR-163 até Santarém 'caminha a passos lentos’

A reportagem do Agroolhar percorreu a rodovia entre os dias 15 e 17 de novembro, até Itaituba, e constatou que, em alguns trechos, o asfaltamento da rodovia federal “caminha a passos lentos”. Entre os 1.055 quilômetros da divisa de Mato Grosso com o Pará até o Porto de Santarém, cerca de 400 km ainda não receberam o “chão preto”.

Foto: Alexandre Alves - Agro Olhar

Trecho que está sendo feito pela Trimec entre Novo Progresso e Moraes de Almeida: empresários reclamam de 'lentidão'

Trecho que está sendo feito pela Trimec entre Novo Progresso e Moraes de Almeida: empresários reclamam de 'lentidão'

Prometida pelo ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transport (Dnit) Luis Antônio Pagot para ser entregue até o final de 2010, a pavimentação da BR-163 entre o Nortão de Mato Grosso e Santarém (PA) ainda “se arrasta” no Sul do Pará. O investimento do governo federal com a obra supera R$ 1 bilhão.


A reportagem do Agroolhar percorreu a rodovia entre os dias 15 e 17 de novembro, até Itaituba, e constatou que, em alguns trechos, o asfaltamento da rodovia federal “caminha a passos lentos”. Entre os 1.055 quilômetros da divisa entre os dois estados até o Porto de Santarém, cerca de 400 km ainda não receberam o “chão preto”. Barro, lama e buracos ainda estão no caminho.

Logo ao deixar Mato Grosso, transpondo a Serra do Cachimbo, já se encontra um trecho no território paraense sem asfalto, de aproximadamente seis quilômetros. A terraplanagem foi feita, mas cascalho e piche ainda não foram esparramados. Logo depois do posto fiscal no Estado vizinho, outro símbolo da morosidade da obra: uma ponte ainda é de madeira e não há nem sinal de que a de concreto está para ser feita.

Depois desse começo “meio ruim”, há um trecho de aproximadamente 100 quilômetros que está pavimentado, bem sinalizado e em boas condições de tráfego, até à frente do Salto do Curuá. Mas, do km 120 até a um trecho à frente de Castelo dos Sonhos, grandes remendos no asfalto denunciam que a base foi mal feita – sinal de que quando cerca de mil carretas por dia estiverem passando no trecho com soja mato-grossense, o pavimento vai “virar poeira”. Nesse trecho há, inclusive, várias placas que avisam: “Buracos à frente”.

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Antes de chegar a Novo Progresso (300 km da divisa do Pará com MT), outro sintoma que as coisas andam devagar. Há vários pequenos trechos em que o asfalto não foi feito. O motorista encontra trechos intercalados de asfalto com outros ainda na terraplanagem barrosa (e em alguns pedaços nem isso).

Entre Novo Progresso e Moraes de Almeida (Distrito de Itaituba), no trecho de 100 km, apenas 43 estão pavimentados. Outros cerca de 20 km estão com obras em andamento – em ritmo muito lento, diga-se de passagem. O que está adiantado nesse trecho são as pontes, todas já de concreto e liberadas para tráfego. Mas, antes de chegar a Moraes, a terraplanagem acaba e a estrada volta ao seu leito normal. Durante a viagem, inclusive, foram avistadas carretas voltando de Itaituba e Santarém que precisaram ser puxadas por um caminhão traçado em uma subida, por causa da lama.

Moradores da região de Moraes de Almeida reclamam da morosidade da Trimec – empreiteira que está construindo asfalto entre Progresso e o distrito. Segundo relatos ouvidos pela reportagem, há meses a obra avança muito pouco. “Fala-se que a empreiteira levou a maior parte do maquinário para as obras da Copa em Cuiabá”, reclamou, ao Agro Olhar, um empresário madeireiro.

Entre Moraes de Almeida e Itaituba – trecho de 300 km – cerca de 150 estão pavimentados e a metade ainda falta asfalto. De Itaituba a Santarém, cerca de 40% também carece de receber pavimento.

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A conclusão da estrada federal até o Porto de Santarém é vista como a mais importante via de transporte da safra das regiões Médio-Norte e Norte de Mato Grosso. Com o acesso ao referido porto o produtor do Estado ganhará mais competitividade, já que vai baratear o frete em torno de U$ 30 por tonelada, tanto para exportar a produção quanto para receber insumos que vêm de outros países.

Mas, mesmo a “passos de tartaruga”, o sentimento dos produtores rurais de Mato Grosso é de que a obra vai sair. Corroboram para essa certeza investimentos milionários da iniciativa privada em terminais de carga e descarga em Miritituba (Distrito de Itaituba). Bunge e Grupo Cianport, por exemplo, são alguns dos investidores em portos naquele distrito.

Esta semana, produtores rurais ligados à Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja) fazem mais um estradeiro para acompanhar o desenvolvimento da pavimentação.
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