O barão do agronegócio Eraí Maggi Scheffer afirmou que a ligação viária entre o Estado e a Bolívia já tem acerto político e financeiro costurado com o presidente Lula (PT) e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante e por isso Mato Grosso deveria mudar a rota comercial, visto que o Estado está “de costas” para um mercado vizinho de 14 milhões de pessoas.
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“O Brasil está fazendo do lado dele, em Vila Bela, com 80 km, e queremos ajudar a financiar. Já está acertado com o presidente Lula, com o Aloizio Mercadante e com o BNDES para financiar do lado de lá”, afirmou Eraí, ao defender a conexão rodoviária com a malha boliviana a partir da região de Vila Bela da Santíssima Trindade. Segundo ele, o que falta é justamente a ligação com o lado brasileiro, já que dentro da Bolívia o traçado acima de Santa Cruz já estaria asfaltado.
A fala de Eraí veio no contexto da visita do governador eleito de Santa Cruz, Juan Pablo Vasco, trazido por ele à Assembleia Legislativa como parte de uma articulação política e empresarial para aproximar Mato Grosso do país vizinho. No discurso, o empresário tratou a integração como oportunidade comercial, logística e estratégica para fertilizantes, combustíveis, calcário, turismo, educação e exportação.
Para Eraí, Mato Grosso desperdiça uma fronteira rica e próxima. “Nós estamos de costas para um país que tem uma riqueza tão grande”, disse. Em seguida, ampliou o argumento: “Com esse comércio, o Mato Grosso vai ficar duas vezes mais forte na economia. A Bolívia tem 14 milhões de pessoas aí do ladinho”.
Eraí listou o que considera ativos imediatos dessa aproximação: ureia, potássio, fósforo, sal e boro do lado boliviano; fertilizantes, petróleo, etanol de milho, calcário, turismo e serviços do lado mato-grossense. Também disse que a conexão ajudaria a reduzir problemas de fronteira e ampliaria a inserção internacional do Estado sem dependência exclusiva do eixo São Paulo.
“O Mato Grosso tem que buscar fazer essa conexão”, afirmou, ao defender a mobilização de deputados, empresários e associações para tirar o projeto do papel.