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Terça-feira, 28 de abril de 2026

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Prática Validada

Lucas do Rio Verde estabelece modelo de produção agrícola iniciado nos anos 2000 com milho como pilar

Foto: Aprosoja-MT

Lucas do Rio Verde estabelece modelo de produção agrícola iniciado nos anos 2000 com milho como pilar
O município de Lucas do Rio Verde estabeleceu um modelo de produção agrícola baseado em planejamento e capacidade de transformação, tendo o milho como um dos principais pilares desse processo.


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As bases desse avanço foram lançadas no início dos anos 2000, quando a Fundação Rio Verde iniciou os primeiros experimentos voltados à safrinha, hoje consolidada como segunda safra.

Entre os estudos conduzidos, uma mudança técnica se mostrou decisiva: foi reduzido o espaçamento entre linhas de 90 para 45 centímetros, aliada ao aumento da população de plantas, elevou a produtividade em até 50% sem aumento de custo, a prática foi validada em campo e rapidamente se firmou.

Hoje, esse modelo é utilizado em praticamente toda a produção de milho em Mato Grosso e no Cerrado brasileiro. 

Com essa base técnica, o município avançou para um novo estágio: agregar valor à produção, conectando agricultura, indústria e proteína animal em uma cadeia integrada.

Números recentes

A safra 2025/2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de (março de 2026), Lucas do Rio Verde cultivou 147.097 hectares de milho, com produtividade média de 7.250 kg por hectare, resultando em uma produção de 1.066.521 toneladas.

Embora parte da produção brasileira seja exportada, cerca de dois terços do milho permanecem no mercado interno, sustentando diferentes cadeias produtivas. 

Desse volume, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, cerca de 22% à produção de etanol e os 18% restantes abastecem diversos segmentos industriais, segundo a Associação Brasileira de Milho e Sorgo (Abramilho).

Em Lucas do Rio Verde, essa lógica se materializa de forma integrada. A escala produtiva sustenta um setor industrial importante, com capacidade instalada para produzir mais de 600 milhões de litros de etanol de milho por ano, consolidando o município como referência em bioenergia.
Paralelamente, a produção de DDGs fortalece a nutrição animal, ampliando a eficiência da pecuária e garantindo o aproveitamento integral do milho.

Essa integração se estende à agroindústria de proteína. O município conta com unidades de abate de suínos e aves, que utilizam o milho e seus derivados como base nutricional.

Para o prefeito Miguel Vaz, o milho representa muito mais do que uma cultura agrícola. “Lucas do Rio Verde mostra, na prática, que é possível produzir com eficiência, agregar valor e transformar isso em qualidade de vida para as pessoas. O milho é parte da nossa história e também do nosso futuro”, destacou.
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